Lula sanciona perdão de dívidas de MEIs e propõe custear tarifa zero nos fins de semana com parte das emendas
O presidente sancionou a lei que perdoa dívidas de microempreendedores e enviou ao Congresso a PEC da gratuidade do transporte público aos fins de semana. A proposta depende de aprovação dos parlamentares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sancionou nesta quarta-feira (21) a lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com o governo federal e formalizou o envio ao Congresso da proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna gratuito o transporte público nos fins de semana. As medidas foram anunciadas em cerimônia no Palácio do Planalto, a quatro dias do segundo turno.
Perdão de dívidas e novo teto do MEI
A lei perdoa dívidas tributárias de MEIs em um valor estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões, alcançando também empreendedores cujos débitos não estão inscritos na Dívida Ativa da União. O texto eleva o limite de faturamento da modalidade, hoje de R$ 81 mil por ano, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O último reajuste havia ocorrido em 2018. A lei também passa a permitir que o MEI tenha até dois funcionários com carteira assinada.
Como a tarifa zero seria paga
Pela proposta, a gratuidade nos fins de semana seria custeada com parte das emendas parlamentares de execução obrigatória, em fatia de cerca de um quarto dessa verba (o texto da PEC fala em ao menos 26,8%). O valor equivale a algo entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões no Orçamento de 2027. A PEC precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado, e o Congresso resiste a perder poder sobre as emendas.
Em discurso, Lula afirmou que parlamentares, inclusive de oposição, "hão de convir" que é melhor usar parte das emendas para dar "respeito e dignidade" ao povo. Ele também citou a proposta de uma concessão de R$ 5 mil a empreendedores, que descreveu como "uma doação do governo" e não um empréstimo. Esse pagamento não faz parte da lei sancionada e também depende do Congresso.
Contexto eleitoral
Integrantes do entorno do presidente consideram as medidas um trunfo na reta final da campanha. Lula disputa o segundo turno, marcado para domingo (25), com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






