Lula é reeleito presidente em virada inédita sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno
Com mais de 99% das urnas apuradas, Lula tem 51,76% dos votos válidos contra 48,24% de Flávio Bolsonaro. É a primeira vez que um candidato vence a Presidência depois de ficar atrás no primeiro turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Com 99,78% das urnas apuradas, Lula tem 51,76% dos votos válidos (64.086.543 votos), contra 48,24% de Flávio (59.731.922 votos). A diferença é de cerca de 4,35 milhões de votos.
Virada em relação ao primeiro turno
Lula chegou ao segundo turno atrás. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 56,1 milhões de votos (47,03%), enquanto Lula teve 53,9 milhões (45,16%). A vantagem do candidato do PL era de aproximadamente 2,2 milhões de votos. É a primeira vez, desde a redemocratização, que o candidato que termina o primeiro turno em segundo lugar vence a disputa presidencial.
Marcas históricas
Lula tem 80 anos e completa 81 na terça-feira (27). Pela contagem das informações disponíveis, será o presidente mais velho a tomar posse no país e o primeiro a ser eleito quatro vezes pelo voto direto. Ele governou entre 2003 e 2010 e voltou ao Planalto em 2023.
A votação do segundo turno foi marcada pela prorrogação do horário até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, após pedido da campanha de Lula por problemas de transporte coletivo em várias cidades. Em seguida, o Tribunal Superior Eleitoral retomou a totalização dos votos.
Desafios do novo mandato
As contas públicas estão entre os primeiros temas do próximo governo. A dívida pública está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB). Durante a campanha, Lula defendeu a manutenção do arcabouço fiscal, com meta de superávit primário de 1,3% do PIB até 2030.
A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, avalia que mudanças na política de valorização do salário mínimo são pouco prováveis e que o governo tende a discutir alterações nas vinculações de despesas de saúde e educação. Segundo a própria economista, trata-se de avaliação dela, e não de compromisso anunciado pelo presidente.
Entre as promessas para o novo mandato estão o fim da escala de trabalho 6x1, com redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salários, a ampliação do Pé-de-Meia para estudantes universitários e uma nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A posse está prevista para janeiro de 2027.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






