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LULA E O STF

Lula diz que carrega nas costas a "promiscuidade" no STF e defende nova reforma do Judiciário

Na primeira reunião de campanha após o primeiro turno, o presidente citou a desconfiança sobre a Suprema Corte depois do caso Banco Master e propôs discutir critérios e mandato para ministros.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lula diz que carrega nas costas a "promiscuidade" no STF e defende nova reforma do Judiciário
Foto: Ministério da Notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que a campanha está "carregando nas costas" a "promiscuidade" que, segundo ele, ficou estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF) depois das revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso Banco Master. A declaração foi dada na primeira reunião da coordenação de campanha após o primeiro turno, realizado no domingo (4).

O que Lula disse

"Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte Brasileira depois dessa denúncia", declarou. Em seguida, afirmou: "Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nessa campanha".

Segundo o relato da reunião, Lula não citou nominalmente o caso Master na fala. Ele disse que será preciso discutir com a sociedade quais critérios devem orientar a escolha de um ministro do STF indicado ao Senado e se o cargo deve ter mandato.

Reforma do Judiciário

O presidente defendeu uma nova reforma do Judiciário e disse que a escolha de ministros não pode responder a interesses pessoais de quem ocupa a Presidência, a pressões do Congresso ou ao poder econômico. A proposta de mandato para os integrantes da Corte, hoje vitalícios até a aposentadoria compulsória, entrou na lista de temas que ele quer colocar em debate.

Campanha do segundo turno

Lula chegou ao segundo turno com 45,16% dos votos válidos, ou 53.879.538 votos, contra 47,03% de Flávio Bolsonaro (PL), que somou cerca de 56,1 milhões. A votação decisiva será em 25 de outubro. Sobre o prazo curto, o presidente disse: "São 20 dias, mas é melhor. Vamos dormir menos, vamos trabalhar mais".

Na mesma reunião, ele afirmou que a equipe precisa entender o que levou ao resultado e buscar os eleitores que não compareceram às urnas.

O contexto

O caso Banco Master, que envolve Vorcaro, passou a ser citado em reportagens sobre ministros do STF e aumentou a pressão sobre a Corte nas últimas semanas. A declaração de Lula foi feita um dia depois da votação e antecipa um dos assuntos que a campanha dele pretende enfrentar até o fim de outubro.

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