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BOCA DE URNA

Lula e Flávio pedem voto ao sair da seção, e falas podem esbarrar na lei eleitoral

Lula lembrou o número 13 aos apoiadores e Flávio pediu um "voto de confiança". A lei proíbe pedir voto no dia da eleição; até agora, não há representação contra nenhum dos dois.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lula e Flávio pedem voto ao sair da seção, e falas podem esbarrar na lei eleitoral
Foto: Ministério da Notícia

Os dois candidatos que lideram as pesquisas para presidente pediram voto ao sair das seções eleitorais neste domingo (4), e a atitude pode esbarrar na lei, que proíbe fazer campanha no dia da eleição.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e ao deixar o local disse aos apoiadores: "Não se esqueçam do 13, que é o número da sorte". Flávio Bolsonaro (PL) votou em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e pediu que os brasileiros dessem a ele "um voto de confiança" já no primeiro turno.

O que diz a lei

A Lei das Eleições proíbe, no dia da votação, a propaganda de boca de urna e qualquer tentativa de convencer o eleitor a votar em determinado candidato. A prática é crime eleitoral, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, que pode ser trocada por prestação de serviços, além de multa. Manifestação individual e silenciosa do eleitor, como usar camiseta ou adesivo, é permitida.

O caso foi levantado pelo jornal O Tempo. Até a publicação, não havia representação na Justiça Eleitoral contra nenhum dos dois, e as campanhas não tinham comentado. Cabe ao Ministério Público Eleitoral e à Justiça Eleitoral avaliar se houve irregularidade.

O dia dos outros candidatos

Mais cedo, outro presidenciável virou caso na Justiça Eleitoral: Romeu Zema (Novo) entrou com o celular na cabine de votação em Araxá (MG), e o TRE-MG disse que vai apurar.

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