Em debate na Band, Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrirem sigilos bancário e telefônico das famílias antes do segundo turno
O presidente propôs que ele e o senador entreguem os dados ao presidente do STF e ao do TSE para análise antes da votação de 25 de outubro. Nos textos lidos não há resposta de Flávio à proposta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs neste domingo (18), durante o primeiro debate do segundo turno, na Band, em São Paulo, que ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abram os sigilos bancário e telefônico de suas famílias antes da eleição de 25 de outubro. A declaração veio depois de uma série de trocas de acusações de corrupção entre os candidatos.
A proposta
"Eu desafio você. Eu e você, amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão desse país", afirmou Lula.
O presidente sugeriu que os dois candidatos entreguem os documentos ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para que as informações sejam avaliadas antes da votação. "Eu abro da minha família inteira, e você abre da sua família, e vamos pedir para a Justiça", declarou.
Contexto
O desafio foi feito durante uma discussão sobre a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Lula havia questionado Flávio sobre a exploração de terras-raras e minerais críticos brasileiros por empresas norte-americanas e disse que integrantes da família atuam em favor de interesses do país. Flávio negou ter trabalhado pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que viajou aos Estados Unidos para defender empresas nacionais.
Ao encerrar a intervenção, Lula voltou a dizer que Flávio não havia esclarecido um questionamento anterior sobre um imóvel: "Porque eu perguntei da casa, você não explicou. Então, eu quero fazer esse desafio".
Ao fim do debate, o presidente repetiu o desafio: "Ao invés de ficar falando que é honesto, prove que é honesto. Abra a sua conta".
A abertura de sigilos bancário e telefônico envolve informações protegidas pela Constituição. Os textos lidos não trazem manifestação de Flávio Bolsonaro nem da campanha dele sobre a proposta.
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31/10/2026






