Lula critica saída de Flávio Bolsonaro do país: "Quem não deve, não teme"
Em ato pelo aniversário de 81 anos, em frente ao Alvorada, o presidente reeleito disse que quem sai escondido do país "deve alguma coisa". A saída de Flávio Bolsonaro não foi confirmada oficialmente.

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a possível saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, após a derrota na eleição. A declaração foi feita em discurso a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, em ato organizado pela militância pelo aniversário de 81 anos do presidente.
O que Lula disse
"Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência", afirmou.
Lula comparou o caso à própria experiência, quando foi preso na Operação Lava Jato. Disse que recebeu convites para deixar o país e ir para uma embaixada, mas decidiu ficar e se entregou à Polícia Federal porque queria provar sua inocência. "Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia", completou.
O contexto
Flávio Bolsonaro se recusou a entregar os passaportes após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes anônimas e aliados do senador relataram nesta terça que ele viajou aos Estados Unidos. Até a publicação dos textos consultados, autoridades brasileiras não haviam confirmado a saída, e a Polícia Federal investiga se ele cruzou a fronteira com a Argentina. O senador é investigado em dois inquéritos no STF, um deles por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. A defesa não se manifestou nos textos consultados.
O governo dos Estados Unidos disse que concederá vistos a Flávio e à família dele.
Lula despachou do Alvorada nesta terça e recebeu aliados, entre eles os ministros Múcio (Defesa) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário) e os ex-ministros Fernando Haddad, Rui Costa e Camilo Santana. Aos 81 anos, será o presidente mais velho a iniciar um novo mandato no país.
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31/10/2026






