Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre plano de cortar R$ 200 bilhões
Em ato no Rio Grande do Norte, presidente defende reajuste a aposentados e apela pelo voto de idosos no segundo turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou explicações sobre a promessa de corte de R$ 200 bilhões feita por seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro. Durante agenda de campanha no Rio Grande do Norte neste sábado, o petista afirmou que governantes tradicionais costumam retirar recursos de programas voltados aos mais pobres para fechar as contas. O evento teve como foco inicial o apoio à candidatura de Cadu Xavier ao governo estadual.
Em seu discurso, Lula sustentou que cortes dessa magnitude fatalmente atingem a população de menor renda, e não setores como bancos ou grandes empresários. O presidente defendeu a atual política de valorização do salário mínimo e ressaltou a necessidade de garantir reajustes regulares para aposentados e pensionistas. Ele também pediu que os militantes presentes convençam eleitores com mais de 70 anos a comparecerem às urnas no segundo turno, marcado para o dia 25.
A estratégia da campanha governista consiste em associar uma possível gestão de Flávio à extinção de programas de assistência e direitos sociais. Em resposta, o senador do PL intensificou a propaganda para rebater o que classifica como campanha do medo, acionando a Justiça Eleitoral e as redes sociais. Flávio assegura que manterá benefícios como Minha Casa Minha Vida, Pé-de-Meia, Farmácia Popular e Bolsa Família, prometendo ainda conceder aumento real para as aposentadorias.
Ajuste fiscal e medidas na economia
A proposta de Flávio prevê uma diminuição de gastos equivalente a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto no primeiro ano de mandato. Contudo, a equipe econômica do candidato ainda não especificou quais pastas ou despesas obrigatórias sofreriam as retenções orçamentárias. Especialistas em contas públicas apontam a dificuldade prática de conciliar a ampliação de benefícios prometida com um corte fiscal tão expressivo diante do peso do orçamento.
Durante o ato, Lula também relembrou medidas recentes tomadas pelo governo federal para amortecer a alta internacional dos combustíveis a 16 dias da votação. A equipe econômica zerou tributos federais sobre a gasolina e aumentou subsídios para o diesel e o etanol, em uma ação emergencial com custo estimado em R$ 5,2 bilhões ao longo de 30 dias. A disparada dos preços internacionais decorre das tensões militares entre Irã e Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz.
O presidente afirmou que a compensação desses custos ocorre com o uso de receitas extraordinárias obtidas pela Petrobras na exportação de petróleo bruto. Ao encerrar a fala, Lula insistiu na mobilização comunitária para impedir retrocessos em projetos estruturais e educacionais na região Nordeste. A disputa segue com agendas intensificadas em várias partes do país na busca pelo eleitorado indeciso.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






