Lula vence na Austrália e Flávio dispara no Japão nos primeiros boletins do exterior
Por causa do fuso, a votação na Ásia e na Oceania terminou antes de as urnas abrirem no Brasil. Flávio Bolsonaro lidera no Japão, nas Filipinas e em Hong Kong; Lula fica à frente na Austrália, na Nova Zelândia, na Coreia do Sul, na China continental, na Malásia e em Singapura.

Os primeiros boletins de urna da eleição presidencial deste domingo (4) vieram do outro lado do mundo. Por causa do fuso horário, as seções na Ásia e na Oceania fecharam antes mesmo de o eleitor no Brasil começar a votar, e a contagem de cada seção já aparece nos boletins disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O retrato até aqui é de um mapa dividido. Flávio Bolsonaro (PL) vence com folga no Japão, onde está a maior comunidade brasileira da região, e fica à frente nas Filipinas e em Hong Kong. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera na Austrália, na Nova Zelândia, na Coreia do Sul, na China continental, na Malásia e em Singapura.
Japão: vantagem de quase 20 mil votos
No Japão foram somados os 119 boletins das três jurisdições eleitorais do país: Nagóia (58), Tóquio (43) e Hamamatsu (18). Flávio teve 24.601 votos, contra 5.234 de Lula, uma diferença de 19.367 votos. Na conta dos votos válidos, o candidato do PL fica com 73,4%.
A liderança se repete nas três cidades. Em Nagóia, Flávio somou 11.480 votos e Lula, 2.022. Em Tóquio, o placar foi de 8.423 a 2.328. Em Hamamatsu, de 4.698 a 884.
Os demais candidatos ficaram bem atrás: Augusto Cury (Avante) teve 1.501 votos, Renan Santos (Missão), 1.197, Ronaldo Caiado (PSD), 595, e Romeu Zema (Novo), 368. Houve ainda 1.441 votos em branco e 868 nulos. Dos 88.293 eleitores aptos no país, 36.627 compareceram, o equivalente a 41,48%.
Austrália: Lula com mais da metade
Na Austrália, Lula recebeu 4.562 votos (53,98%) e Flávio, 2.579 (30,52%). Augusto Cury aparece em terceiro, com 329 votos, seguido de Renan Santos (316), Romeu Zema (132) e Ronaldo Caiado (124).
Como ficou o resto da Ásia e da Oceania
Na Nova Zelândia, Lula teve 234 votos (70,48%) e Flávio, 64 (19,28%). Na Coreia do Sul, foram 123 votos para Lula (56,94%) e 72 para Flávio (33,33%). Em Singapura, Lula somou 190 (54,60%) e Flávio, 92 (26,44%). Na Malásia, o placar foi de 44 (53,66%) a 27 (32,93%) para o petista.
Na China, Lula venceu na soma do país, com 367 votos (56,29%) contra 203 (31,13%). O resultado, porém, se divide: na China continental, Lula teve 268 votos e Flávio, 98; em Hong Kong, Flávio ficou à frente por 105 a 99.
Nas Filipinas, Flávio venceu com 33 votos (53,23%), contra 26 de Lula (41,94%). Os boletins da Indonésia e da Tailândia também apontam o candidato do PL na frente, por 19 a 8 e por 51 a 40.
Europa, Oriente Médio e África
Com o fechamento das seções em fusos mais próximos do Brasil, chegaram também os primeiros boletins dessas regiões. O maior contraste está no Oriente Médio: em Israel, Flávio teve 523 votos (74,29%) contra 92 de Lula (13,07%), enquanto na Palestina Lula somou 1.078 votos (93,09%) e Flávio, 46 (3,97%). Na Jordânia, Lula também venceu com folga, por 675 a 59.
Flávio ficou à frente ainda nos Emirados Árabes Unidos (659 a 512), no Catar (173 a 147) e na África do Sul (230 a 152). Lula venceu no Kuwait, na Arábia Saudita, no Egito e no Quênia.
Na Europa, os boletins disponíveis até o começo da tarde davam vitória a Lula na Finlândia (475 a 155), na Estônia, na Eslovênia, na Eslováquia, na Sérvia, na Croácia, na Romênia e no Chipre. A Grécia foi a exceção, com Flávio na frente por 230 a 196. Os países com as maiores comunidades brasileiras no continente, como Portugal, Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido, ainda não apareciam nos levantamentos.
O que esses números significam
O voto no exterior é pequeno perto do eleitorado brasileiro: são 918.876 eleitores aptos em 186 cidades fora do país, e quem mora fora vota apenas para presidente. Os boletins mostram a contagem de cada seção, mas não substituem a totalização oficial da Justiça Eleitoral.
O TSE começa a divulgar os resultados da eleição presidencial a partir das 17h, horário de Brasília, quando fecham as urnas no país. Os votos do exterior entram na mesma totalização.
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31/10/2026






