Lula terá apenas 124 deputados de apoio consistente no quarto mandato, o menor número desde Collor, aponta Diap
Levantamento do Diap sobre o Legislativo eleito em outubro mostra que só 1 em cada 4 deputados é aliado estável do governo. O PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) divulgado nesta quinta-feira (29), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá 124 deputados de apoio consistente no quarto mandato. É o menor contingente identificado pela entidade desde o início do governo Fernando Collor, em 1990.
Câmara
O Diap examinou a composição do Legislativo eleito em outubro. Além dos 124 aliados mais próximos, a entidade identifica 246 deputados de apoio condicionado. Juntos, somam 370 votos potenciais, ou 72,1% da Câmara, acima dos 299 que estavam nessas duas categorias no início do terceiro mandato, em 2023.
A diferença, segundo o Diap, é que Lula terá menos aliados permanentes e precisará negociar com um número maior de parlamentares. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada, com 121 deputados, o que pode ampliar sua participação no comando de comissões. A direita ocupará 260 das 513 cadeiras, ante 244 na composição anterior, e a centro-direita caiu de 94 para 81 deputados.
Senado
O Diap classifica 34 dos 81 senadores como oposição, o maior número da série histórica da entidade. Lula poderá contar inicialmente com 16 senadores de apoio consistente e outros 31 de apoio condicionado. A direita passou de 32 para 48 senadores, e a centro-direita, de 21 para oito.
A oposição também dependerá de aliados para aprovar propostas que exigem quórum elevado: uma PEC precisa de 49 votos no Senado, mais do que o contingente classificado como oposicionista.
Comparação e ressalva
Dilma Rousseff iniciou o primeiro mandato com 351 deputados e 55 senadores de apoio consistente, e no primeiro ano de Jair Bolsonaro eram 257 deputados e 37 senadores. O Diap avalia, porém, que os números não permitem antecipar a dificuldade que Lula enfrentará para governar, já que as relações com o centro e as divergências internas da oposição podem favorecer acordos. A decisão de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado eleitoral, por outro lado, pode dificultar a articulação do PL com partidos interessados em manter diálogo com o Planalto.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 9 minutos
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 22 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
há 23 horas






