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Lobista investigada diz que Lulinha se reuniu "inúmeras vezes" com ministros e promete colaborar com a PF

Roberta Luchsinger, investigada por suposto tráfico de influência, rebateu o presidente Lula, que a chamou de "pilantra", e afirmou que o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, esteve com ministros. A defesa dela critica vazamentos e só se manifesta nos processos.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lobista investigada diz que Lulinha se reuniu "inúmeras vezes" com ministros e promete colaborar com a PF
Foto: Reprodução

A lobista Roberta Luchsinger disse neste sábado (17), em entrevista, que não vai poupar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e que pretende colaborar com a Polícia Federal. Ela afirmou que Lulinha esteve "inúmeras vezes" com ministros do governo.

O que ela disse

Luchsinger declarou que a PF "vai poder fazer o trabalho investigativo" com a "absoluta colaboração" dela. "Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República", afirmou, chamando Lula de "grande mentiroso". Ela disse ainda que o filho do presidente "sentava semanalmente com ministros" e citou uma viagem à casa do ministro da Educação, Camilo Santana, no Ceará.

Segundo a lobista, Lula sabia das reuniões que o filho promovia com integrantes do governo. Ela afirmou ter apoiado o presidente no passado, inclusive quando ele foi preso, em 2018, e disse que hoje não acredita mais na inocência dele. Relatou também receber mais de 50 ameaças de morte por dia, extensivas às duas filhas.

O motivo da entrevista

Luchsinger disse ter decidido falar depois de ser chamada de "pilantra" por Lula. O presidente usou o termo em entrevista à TV Globo, em 27 de agosto, e voltou a empregá-lo dias antes do primeiro turno, em podcast, ao compará-la ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pelas fraudes do Banco Master. Lula também negou ter oferecido a ela um cargo no governo e disse que afirmar isso era "próprio de malandro".

A investigação

A lobista e Lulinha são investigados pela PF por suposto tráfico de influência e são alvos de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Luchsinger também é investigada por sua relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como articulador de fraudes a benefícios previdenciários. Ela nega participação no esquema.

As apurações indicam que ela usava acessos ao Palácio do Planalto para tentar emplacar negócios de clientes. A lobista fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula. O governo nega que tenha havido desdobramentos contratuais a partir das reuniões. A defesa de Luchsinger critica vazamentos de informações sigilosas e diz que só vai se manifestar nos processos.

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