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Líderes mundiais reagem à vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA

Governos e políticos da Europa, da Ásia, da África e do Oriente Médio comentaram o resultado, com críticas à política externa de Trump e declarações de cautela.

Redação MNMundo2 min de leitura
Líderes mundiais reagem à vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA
Foto: Reprodução

Governos e políticos de várias partes do mundo reagiram, nesta quarta-feira (4), à vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O resultado pode ter impacto sobre o comércio global, a segurança internacional e os preços da energia.

Europa

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, escreveu no X que "o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas". O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmou que há sinal de mudança entre os eleitores americanos e que surgem na política dos EUA vozes mais próximas das posições europeias em clima e política externa.

A vice-presidente do Parlamento Europeu, Christel Schaldemose, disse que a vitória democrata pode favorecer o apoio à Ucrânia e a transição verde, e defendeu que a União Europeia continue a se fortalecer por conta própria. O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, chamou o resultado de "golpe devastador" para Trump e alertou que um presidente enfraquecido pode se tornar mais imprevisível.

Na França, o ministro das Finanças, Roland Lescure, afirmou que Trump precisará decidir se muda de postura diante das preocupações dos eleitores com o preço da gasolina e se modera o envolvimento internacional. Na Alemanha, a co-líder da AfD, Alice Weidel, disse que a promessa de evitar uma política externa intervencionista, não cumprida, prejudicou os republicanos.

Ásia, África e Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan informou que continuará a aprofundar a cooperação com os EUA e a buscar apoio do Congresso americano. O secretário-chefe de Gabinete do Japão, Minoru Kihara, disse que a aliança entre os dois países é a pedra angular da política externa e de segurança japonesa, seja qual for o resultado.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que os resultados marcam o início de uma nova era nas relações internacionais. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, escreveu que os americanos "disseram não à guerra".

Rússia

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que o país vai aguardar os resultados finais. Segundo ele, a abordagem da liderança democrata em relação à Rússia é "extremamente negativa" e não há nada de novo nisso.

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