Presidente do Parlamento do Irã diz que americanos votaram "não à guerra"; líder supremo vê mudança de política como ilusão
Após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que os eleitores americanos disseram "não à guerra". O líder supremo do país disse que quem espera mudança profunda na política dos EUA está "seriamente enganado".

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (4) que os americanos votaram "não à guerra", depois que os democratas assumiram o controle do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, um revés para o governo do presidente Donald Trump.
A mensagem do presidente do Parlamento
Em publicação na rede social X, Ghalibaf escreveu: "Por consciência ou pelo custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem". Ele acrescentou um alerta ao governo americano: "Se o governo dos EUA trair a vontade popular para servir a financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo".
O tom do líder supremo
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi mais duro em comunicado publicado em seu site. Segundo ele, quem ainda tem "a menor esperança de que o comportamento do sistema hegemônico possa mudar por meio de mudanças partidárias ou faccionais", ou imagina que concessões aos Estados Unidos possam dissuadi-los da hostilidade contra a nação iraniana, está "seriamente enganado".
O que Trump disse
Na noite de terça-feira (3), depois dos primeiros resultados, Trump reconheceu que a guerra iniciada em fevereiro foi parcialmente responsável pelas derrotas republicanas, embora tenha repetido que não se arrepende. "O Irã teve um papel nisso", afirmou, ao ser questionado em entrevista por telefone se o conflito pesou no desempenho do partido.
Contexto econômico
Pesquisas com consumidores indicam que a percepção sobre a economia piorou desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, e que a guerra agravou o quadro, ao encarecer os combustíveis e aumentar o custo de vida.
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