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Ministério da Notícia
CASO GISELE SANTANA

Laudo descarta suicídio e aponta assassinato de policial militar em São Paulo

Perícia do Instituto de Criminalística contradiz versão de suicídio apresentada pelo tenente-coronel réu por feminicídio.

Redação MNBrasil3 min de leitura
Laudo descarta suicídio e aponta assassinato de policial militar em São Paulo
Foto: Ministério da Notícia

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. O documento foi assinado na última terça-feira, dia primeiro, após análise minuciosa dos elementos materiais da investigação. A avaliação técnica apontou que a dinâmica do local do crime é totalmente incompatível com um evento suicida. A família da vítima contestou a versão oficial desde o primeiro momento e apontou falhas na condução inicial do caso.

A investigação policial já havia afastado a tese de suicídio e culminado na prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial, que era companheiro de Gisele, foi indiciado e virou réu por feminicídio. O crime ocorreu em dezoito de fevereiro deste ano, no apartamento onde o casal residia. O militar foi preso um mês depois, em dezoito de março, na cidade de São José dos Campos. Atualmente, ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na capital paulista.

O novo laudo pericial reforça a tese de que houve a intervenção de uma segunda pessoa na morte da policial militar. O documento destaca que a análise das manchas de sangue e dos vestígios materiais contradiz a versão de autoextermínio. A defesa do acusado apresentou questionamentos, mas os peritos responderam aos quesitos e mantiveram as conclusões técnicas. A negativa do réu permaneceu isolada diante do conjunto de provas reunido nos autos do processo.

O histórico do inquérito inclui laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal que apontaram lesões contundentes na face e na região cervical da vítima. Os exames descreveram marcas compatíveis com pressão digital e estigmas ungueais, sugerindo luta corporal prévia. Uma testemunha vizinha relatou em depoimento ter ouvido um disparo de arma de fogo às sete e vinte e oito da manhã. O acionamento do Copom pelo tenente-coronel ocorreu apenas às sete e cinquenta e sete, revelando um intervalo de quase meia hora antes do pedido de socorro.

Audiência e próximos passos judiciais

O advogado da família de Gisele, José Miguel Silva Junior, declarou que o resultado pericial não representa surpresa e apenas confirma os indícios anteriores. Ele também mencionou uma fotografia tirada pelos socorristas que mostra a arma na mão da vítima, situação considerada incomum em casos de suicídio. Além disso, depoimentos confirmaram que três policiais mulheres estiveram no apartamento para realizar uma limpeza horas após a ocorrência. Os elementos reforçam a necessidade de rigor na apuração das responsabilidades penais.

Uma nova audiência sobre o caso está marcada para a próxima terça-feira, dia oito, quando o réu deverá ser interrogado perante a Justiça. O andamento processual segue para a fase de instrução com a avaliação dos últimos documentos anexados. A acusação sustenta que o conjunto probatório é robusto para submeter o réu ao tribunal do júri. A sociedade e os órgãos de segurança acompanham os desdobramentos do processo em São Paulo.

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