Justiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão de eleitores de Lula
Em decisão liminar, o juiz atendeu em parte a ação do MPT-RJ e mandou a deputada estadual apagar as publicações, sob multa diária de R$ 5 mil. A parlamentar nega ter defendido demissões em massa.

A Justiça do Trabalho determinou nesta terça-feira (27) que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) não incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. A decisão é liminar e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ).
A decisão
O juiz Leonardo Saggese Fonseca determinou que a deputada remova de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens as publicações que deram origem à ação. Se não cumprir a ordem no prazo de 48 horas, ela pagará multa diária de R$ 5 mil, a partir do primeiro dia útil após o término desse prazo.
No despacho, o magistrado escreveu que, por integrar o parlamento, a ré "deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa" e "aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores", sem usar discursos que possam gerar "sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação".
A publicação que motivou a ação
Depois do segundo turno, a deputada escreveu nas redes sociais: "Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez 'L'. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários". O MPT entendeu que a mensagem estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política. O órgão ajuizou nesta terça uma ação civil pública contra a parlamentar.
O que diz a deputada
Índia Armelau afirmou que não estava falando em demissão em massa e que apoiava a campanha "Não Contrate Quem Odeia Empresários". Segundo ela, empregadores conservadores deveriam contratar pessoas do mesmo campo político. Ela também alegou cerceamento da liberdade de expressão ao comentar a apuração do MPT.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






