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RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, com dívida de R$ 140 milhões

A juíza da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou o pedido das empresas do Grupo Marabraz. O grupo terá 60 dias para apresentar o plano aos credores.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, com dívida de R$ 140 milhões
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial das empresas que compõem o Grupo Marabraz, rede de móveis e eletrodomésticos. A decisão da juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, foi proferida na noite de terça-feira (27). O grupo declara dívida total de cerca de R$ 140 milhões.

O que a juíza determinou

Pelo prazo de 180 dias corridos, ficam proibidos arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e qualquer outra forma de constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens das devedoras, quando os créditos estiverem sujeitos à recuperação. A magistrada também confirmou o prazo de 60 dias improrrogáveis para que a empresa apresente um plano de recuperação aos credores.

O grupo deverá entregar, a cada 30 dias, as contas demonstrativas do balanço, sob pena de destituição de seus administradores judiciais. Os credores deverão apresentar suas habilitações de crédito diretamente ao administrador judicial.

Quem faz parte do pedido

Integram o pedido Comercial de Móveis Jordanésia, S. V. C. Jaraguá, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis. O pedido foi protocolado em agosto de 2026, em caráter de urgência, por meio do escritório Campana Pacca. A rede varejista confirmou que a Justiça aceitou o pedido.

Origem da crise

A petição inicial atribui os problemas, além dos efeitos da alta persistente dos juros, a disputas societárias e familiares. Segundo o documento, imóveis comerciais e centros de distribuição usados como garantia em contratos com instituições financeiras estavam em nome de uma sociedade patrimonial da família controladora. Com a crise societária, os administradores da varejista foram retirados do comando, e os bancos credores teriam passado a exigir novas garantias, o que limitou e encareceu o crédito para capital de giro.

A disputa envolve o controle da LP Administradora de Bens, holding da família Fares que reúne centenas de imóveis comerciais. A operação de varejo ficou sob o comando de Nasser Fares e de dois irmãos.

O pedido de recuperação ocorreu após a decretação de falência da Móveis Jordanésia em outro processo. Segundo a petição, essa decisão está suspensa por determinação da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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