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JUROS NOS EUA

Juros de títulos dos Estados Unidos atingem maior patamar desde 2002

Taxas de papéis de dez anos chegaram a 5, 34% em meio a temores com inflação e endividamento público.

Redação MNEconomia3 min de leitura
Juros de títulos dos Estados Unidos atingem maior patamar desde 2002
Foto: Ministério da Notícia

Os juros pagos por títulos do Tesouro dos Estados Unidos de dez anos atingiram nesta quinta-feira o maior nível em vinte e quatro anos. A alta reflete o temor dos investidores com o elevado endividamento público norte-americano e com o avanço da inflação. O movimento foi impulsionado principalmente pelo encarecimento do petróleo no mercado internacional. Quando a inflação sobe, os bancos centrais precisam manter os juros elevados por mais tempo. Essa postura acaba pressionando diretamente o custo da dívida soberana.

O juro pago pelo papel de dez anos do Tesouro americano chegou a 5,3402 por cento nesta quinta-feira. Já a taxa dos títulos de trinta anos atingiu 5,6807 por cento, alcançando os patamares mais elevados desde 2002. Esses papéis servem como referência fundamental para todo o mercado financeiro global. A onda de vendas de títulos públicos também provocou forte impacto na Europa. O juro do título francês de dez anos subiu para 4,94 por cento, registrando um recorde desde 2002.

Essa alta na França coincidiu com a apresentação do projeto de orçamento de 2027. O governo francês prevê um ajuste fiscal de 54 bilhões de euros, equivalentes a 61,2 bilhões de dólares. No mesmo sentido, o título alemão de dez anos, que funciona como principal referência na Europa, avançou para uma taxa de 3,62 por cento. A escalada generalizada nas taxas da dívida tem relação direta com o encarecimento da energia. O preço do petróleo subiu e gerou incertezas sobre o abastecimento global.

Petróleo e estoques de combustíveis impulsionam alta

A alta nos preços do petróleo ocorre em meio à incerteza sobre o futuro do Estreito de Ormuz. A rota marítima é crucial para o trânsito internacional de combustíveis e derivados. Além disso, o mercado registra uma redução expressiva nos estoques globais de diesel. Essa queda começou em julho deste ano, após a Rússia restringir suas exportações. As restrições russas decorrem de ataques ucranianos a refinarias localizadas no território da Rússia.

O aumento contínuo nos preços da energia alimenta a inflação nos países desenvolvidos. Por causa disso, os investidores esperam que as autoridades monetárias mantenham as taxas de juros em patamares elevados por um período mais longo. Por volta das 8h00 GMT, o preço do barril de petróleo Brent, que serve de referência global, subia 1,57 por cento. Essa cotação atingiu 99, 57 dólares no mercado internacional. O petróleo West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, avançava 1,91 por cento e alcançava 92, 15 dólares.

O cenário internacional atual apresenta diversos sinais econômicos contraditórios que geram incertezas globais. Analistas acompanham de perto os desdobramentos dessas taxas na economia real. A manutenção de juros altos afeta diretamente o custo de captação de recursos para governos e empresas. O mercado permanece atento às próximas decisões dos principais bancos centrais do mundo. As negociações seguem influenciadas pelo comportamento das commodities energéticas e pela inflação.

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