Interferência externa só pode ser descartada após análise da PF, diz ministro da Justiça
Wellington Lima e Silva mantém o tema em aberto horas depois de o presidente do TSE dizer que não há indício concreto de interferência na votação.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou neste domingo (4) que uma possível interferência externa nas eleições só poderá ser descartada depois da análise técnica da Polícia Federal.
A fala vem horas depois de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, dizer que não havia, até aquele momento, indício concreto de interferência estrangeira no processo eleitoral. Na prática, o ministro mantém o assunto em aberto enquanto a PF não terminar o trabalho.
O que a PF está apurando
Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou que a corporação abriu um procedimento prévio, na Diretoria de Inteligência, sobre uma possível interferência dos Estados Unidos. O caso partiu de uma representação da Advocacia-Geral da União, feita depois de o jornal britânico The Guardian revelar um projeto do governo de Donald Trump com cerca de R$ 5 milhões para grupos críticos ao Judiciário brasileiro.
Duas perguntas diferentes
As duas falas tratam de coisas distintas. O TSE fala do funcionamento da votação e das urnas, onde não foi encontrado problema. A apuração da PF trata do dinheiro revelado pelo jornal e de como ele pode ter sido usado no debate público antes da eleição.
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31/10/2026






