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INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA

Interferência externa só pode ser descartada após análise da PF, diz ministro da Justiça

Wellington Lima e Silva mantém o tema em aberto horas depois de o presidente do TSE dizer que não há indício concreto de interferência na votação.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Interferência externa só pode ser descartada após análise da PF, diz ministro da Justiça
Foto: Ministério da Notícia

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou neste domingo (4) que uma possível interferência externa nas eleições só poderá ser descartada depois da análise técnica da Polícia Federal.

A fala vem horas depois de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, dizer que não havia, até aquele momento, indício concreto de interferência estrangeira no processo eleitoral. Na prática, o ministro mantém o assunto em aberto enquanto a PF não terminar o trabalho.

O que a PF está apurando

Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou que a corporação abriu um procedimento prévio, na Diretoria de Inteligência, sobre uma possível interferência dos Estados Unidos. O caso partiu de uma representação da Advocacia-Geral da União, feita depois de o jornal britânico The Guardian revelar um projeto do governo de Donald Trump com cerca de R$ 5 milhões para grupos críticos ao Judiciário brasileiro.

Duas perguntas diferentes

As duas falas tratam de coisas distintas. O TSE fala do funcionamento da votação e das urnas, onde não foi encontrado problema. A apuração da PF trata do dinheiro revelado pelo jornal e de como ele pode ter sido usado no debate público antes da eleição.

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