iFood Benefícios anuncia compra da Caju, e acordo depende de Cade e Banco Central
A operação junta duas empresas de benefícios corporativos. O valor do negócio não foi divulgado, e as companhias seguem independentes até a aprovação.

O iFood Benefícios anunciou nesta terça-feira (20) a compra da Caju, startup de benefícios corporativos, gestão de despesas e recursos humanos. As empresas não divulgaram o valor da transação.
Aprovações pendentes
O acordo foi comunicado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na segunda-feira (19). Depois do aval do órgão, ainda precisa da aprovação do Banco Central. Até lá, as duas empresas continuam operando de forma independente, sem mudanças imediatas para clientes.
Tamanho das empresas
A Caju informa ter mais de 70 mil empresas clientes e 1,3 milhão de usuários, com cartão aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos. O iFood Benefícios diz atender cerca de 65 mil clientes corporativos e 1,7 milhão de usuários, com rede de 11 milhões de estabelecimentos aceitando o cartão.
Mercado
As duas empresas foram criadas em 2020 e disputam um mercado de benefícios que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no país e atende mais de 22 milhões de trabalhadores ligados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A compra ocorre em meio a mudanças regulatórias no programa, entre elas o limite de 3,6% nas taxas cobradas dos estabelecimentos.
Em setembro, o iFood anunciou plano de investimentos de R$ 24 bilhões até março de 2027, com foco em serviços financeiros, tecnologia e soluções corporativas.
O CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas, afirmou que a redução do custo da transação permite ao estabelecimento operar com mais margem. O CEO e cofundador da Caju, Eduardo Del Giglio, disse que juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que a empresa já faz.
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31/10/2026






