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Ministro das Relações Institucionais diz que ajuste fiscal não está em discussão, um dia após Durigan citar medidas prontas

José Guimarães afirmou que o governo não discute pacote fiscal e que a prioridade no Congresso até 20 de dezembro são três propostas. A fala contrasta com a do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Ministro das Relações Institucionais diz que ajuste fiscal não está em discussão, um dia após Durigan citar medidas prontas
Foto: Reprodução

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou nesta terça-feira (27) que o governo não discute um pacote de ajuste fiscal e que o tema não está entre as prioridades do Executivo no Congresso até o fim do ano. A declaração foi dada em Brasília, após encontro da bancada do PT na Câmara dos Deputados.

"Esse assunto não foi discutido, e nem está sendo discutido, e muito menos aqui na bancada", disse. Questionado sobre o tema, acrescentou que a discussão não ocorreu "nem no governo".

As prioridades no Congresso

Guimarães disse que o foco nas próximas semanas será a aprovação de três propostas: a PEC da Segurança Pública, a medida provisória do fim das bets e a PEC da tarifa zero do transporte público. "Essas matérias, para votar até 20 de dezembro. Se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos daremos por satisfeitos", afirmou.

A posição da Fazenda

A fala contrasta com a do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Na segunda-feira (26), ele disse que o governo vai trabalhar a política fiscal mirando o centro da meta de resultado primário, avançar na revisão de despesas obrigatórias e não prorrogar parte das medidas parafiscais adotadas ao longo do ano. Nesta terça, Durigan afirmou que o Executivo já tem uma série de medidas fiscais prontas, sem detalhá-las.

Durigan também disse ter se reunido com o presidente Lula no fim da segunda para relatar as oscilações da Bolsa, do câmbio e dos juros futuros, e ressaltou a necessidade de o governo dar sinalizações ao mercado e ao Congresso.

O pano de fundo no mercado

Na segunda-feira, após a reeleição de Lula, o dólar fechou em alta de mais de 8%, a cerca de R$ 5,40, e o Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, a maior queda diária desde março de 2020. A B3 acionou o circuito de interrupção das negociações (circuit breaker) pela primeira vez desde aquele mês. Segundo Durigan, o movimento foi provocado principalmente pelo desfazimento de apostas feitas antes da eleição.

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