Governo sanciona lei para estimular instalação de datacenters no Brasil
Nova legislação cria o Redata com foco em infraestrutura digital, computação em nuvem e inteligência artificial.

Imagem ilustrativa. Ventoinhas de resfriamento de servidores em funcionamento em um datacenter.
O governo federal sancionou nesta terça-feira a lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata. A medida foi criada com o objetivo principal de estimular a instalação e a ampliação de centros de processamento de dados em território nacional. A nova legislação estabelece um ambiente tributário favorável para atrair investimentos expressivos voltados ao fortalecimento da infraestrutura digital e do setor de tecnologia da informação no país. A expectativa oficial é de que o Brasil ganhe competitividade na disputa global por aportes financeiros em um mercado altamente dinâmico e em expansão. Pelo texto da nova lei, as empresas que decidirem implantar ou ampliar datacenters no país poderão ter acesso a um conjunto específico de benefícios fiscais. Para usufruir das vantagens, os empreendimentos precisarão cumprir rigorosamente os requisitos e as contrapartidas definidos tanto na legislação quanto na futura regulamentação do Poder Executivo. Além disso, fornecedores de equipamentos e produtos de tecnologia que mantenham vínculo direto com os empreendimentos habilitados também poderão ser contemplados pelas regras especiais.
Sustentabilidade e desenvolvimento regional
A legislação aprovada condiciona a concessão dos incentivos tributários à adoção obrigatória de critérios rígidos de sustentabilidade pelas empresas. Entre as exigências previstas está o uso prioritário de fontes renováveis de energia na operação dos centros de processamento de dados. A norma também determina a destinação de recursos financeiros para programas de apoio voltados ao desenvolvimento industrial e tecnológico brasileiro. O texto estabelece uma atenção especial e direcionada para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste no direcionamento desses investimentos complementares. As diretrizes do Redata buscam responder diretamente ao forte crescimento da inteligência artificial, dos serviços em nuvem e da economia baseada no processamento intensivo de informações. Embora a sanção presidencial tenha ocorrido nesta terça-feira, a aplicação prática de grande parte das novas regras ainda depende de atos normativos posteriores. A futura regulamentação governamental será responsável por detalhar os procedimentos específicos de habilitação das companhias interessadas e os critérios técnicos complementares necessários para a utilização efetiva dos benefícios.
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31/10/2026






