Governadores aliados de Flávio Bolsonaro vencem em onze estados
Disputa presidencial em outubro terá palanques estaduais divididos entre apoios a Flávio e Lula

As eleições estaduais de 2026 definiram vinte governadores em primeiro turno neste domingo, estabelecendo um recorde na história eleitoral recente do país. Do total de vencedores na etapa inicial, onze gestores estaduais apoiaram a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Outros cinco vitoriosos fecharam palanque para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados refletem a configuração política delineada após a votação do último domingo. Três candidatos venceram sem formalizar aliança na disputa nacional, enquanto um apoiou Ronaldo Caiado (PSD). A votação deste ano superou a marca anterior de governos definidos no primeiro turno, que havia ocorrido em 2018 com dezoito eleitos. A campanha de Flávio Bolsonaro planeja usar a base de governadores aliados para ampliar a presença nos estados durante o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A estratégia envolve mobilizar cinco nomes do PL eleitos e dois candidatos do partido que disputam a segunda etapa. A legenda do candidato conquistou governos em redutos expressivos, com destaque para a região Sul e estados como Rondônia e Roraima.
Cenário dos partidos e palanques
Por outro lado, a campanha petista avalia com cautela o número reduzido de três palanques próprios eleitos pelo partido no primeiro turno. A avaliação interna aponta que a estrutura limitada nos estados restringe a base de apoio para a busca de votos na etapa final da disputa presidencial. O mapa partidário geral mostra o PL com cinco chefes do Executivo estadual eleitos. O PSD assegurou quatro vitórias, enquanto PT e Republicanos conquistaram três governos cada. O PP venceu em dois estados, e MDB, Podemos e PSDB obtiveram um triunfo em cada legenda.
Entre os nomes confirmados no primeiro turno pelo PL estão Sergio Moro no Paraná, Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia e Arthur Henrique em Roraima. O Republicanos garantiu São Paulo com Tarcísio de Freitas, Minas Gerais com Cleitinho Azevedo e Mato Grosso do Sul com Otaviano Pivetta. O PSD elegeu Dr. Furlan no Amapá, Eduardo Braide no Maranhão, Raquel Lyra em Pernambuco e Fábio Mitidieri em Sergipe. O PT venceu na Bahia com Jerônimo Rodrigues, no Ceará com Elmano de Freitas e no Piauí com Rafael Fonteles. O PP levou a melhor em Mato Grosso com Eduardo Riedel e na Paraíba com Lucas Ribeiro. O MDB venceu em Goiás com Daniel Vilela, o Podemos conquistou o Pará com Dr. Daniel e o PSDB levou Alagoas com JHC.
Sete unidades da federação ainda realizam o segundo turno para definir seus governadores no dia 25 de outubro. A administração estadual envolve competências diretas sobre áreas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e transporte. Os governos locais gerenciam hospitais, escolas, sistema prisional e policiamento. A articulação com municípios e com o governo federal também integra as atribuições dos chefes do Executivo estadual.
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31/10/2026






