Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
PROTESTOS NA FRANÇA

França mobiliza 70 mil policiais para nova jornada de protestos e greve contra o governo Macron

Sindicatos e estudantes fazem nesta quinta-feira (5) nova mobilização contra o governo de Emmanuel Macron, com greve em serviços públicos. O governo destacou cerca de 70 mil policiais em todo o país.

Redação MNMundo2 min de leitura
França mobiliza 70 mil policiais para nova jornada de protestos e greve contra o governo Macron
Foto: Reprodução

Centenas de milhares de pessoas devem participar, nesta quinta-feira (5), de manifestações em diferentes cidades da França, em nova mobilização contra o governo do presidente Emmanuel Macron. A paralisação foi convocada por sindicatos e tem apoio de organizações estudantis. Para acompanhar os atos, o governo mobilizou cerca de 70 mil policiais em todo o território nacional.

Expectativa de público

A estimativa do serviço de inteligência interna francês é de que os atos reúnam entre 500 mil e 700 mil pessoas nos arredores de Paris. A greve também deve afetar serviços públicos, escolas e transportes. Sindicatos alertaram para possíveis interrupções no transporte ferroviário e no sistema de transporte público.

"Precisamos comparecer em grande número às ruas hoje", afirmou Sophie Binet, secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT).

Efeitos da greve

O impacto já apareceu em setores estratégicos. Na manhã desta quinta-feira, a mobilização dos trabalhadores contribuiu para uma redução de 2,4 gigawatts na produção de energia nuclear francesa. Os sindicatos do setor elétrico também devem aderir à paralisação, segundo a estatal EDF. Na educação, o Ministério francês informou que 17,5% dos professores da rede pública do ensino fundamental tinham previsão de participar da greve.

Contexto

A nova jornada ocorre após semanas de insatisfação com o custo de vida, a deterioração dos serviços públicos e as condições da educação. A onda de manifestações é considerada uma das mais intensas dos últimos anos no país e aumentou a pressão sobre Macron a cinco meses das eleições presidenciais. O movimento começou entre estudantes insatisfeitos com a situação das escolas e as perspectivas profissionais dos jovens, e passou a representar um desafio mais amplo ao governo.

Em 17 de outubro, tumultos e saques deixaram lojas e edifícios públicos danificados em diferentes regiões francesas, e a resposta do governo passou a ser alvo de críticas. Na quarta-feira (4), Macron convocou uma reunião de defesa e segurança para discutir a situação antes dos novos atos. Um integrante próximo ao presidente afirmou que a prioridade nas próximas semanas é reduzir a tensão social e garantir que a eleição presidencial ocorra em ambiente de tranquilidade, e citou como sinal de recuo a queda no número de escolas de ensino médio bloqueadas desde o início da crise.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp