Flávio Bolsonaro diz que saída do país não é sinal de fraqueza e fala em novas eleições antes de 2030
Em transmissão no Instagram, o senador derrotado na eleição presidencial disse que decidiu sozinho, com a esposa, deixar o Brasil. Aliado dele nos EUA também defendeu novas eleições antes de 2030.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado na eleição presidencial, fez nesta sexta-feira (30) seu primeiro pronunciamento depois de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. Em transmissão ao vivo no Instagram, ele disse que a decisão de sair do país não é um sinal de fraqueza e falou em novas eleições antes de 2030, quando está previsto o próximo pleito geral.
O que disse o senador
Flávio relatou ter tomado a decisão sozinho, ao lado da esposa, Fernanda. Ele havia perdido o segundo turno no domingo (25) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do candidato do PL, segundo os números do Tribunal Superior Eleitoral.
Na transmissão, o senador afirmou que perdeu "para o sistema" e não para o adversário. "Isso não é nenhum sinal de fraqueza, não, gente. Eu posso ser tudo menos burro", declarou, acrescentando que fez uma análise de cenário e que as coisas chegariam a um ponto mais rápido do que imaginava.
Aliado fala em novas eleições
Também nesta sexta, o jornalista Paulo Figueiredo, um dos principais aliados da família Bolsonaro nos Estados Unidos, publicou no X que considera "bobagem" a ideia de Flávio ser candidato em 2030. Para ele, haverá "novas eleições muito antes disso" e o eleitorado votará de novo em um Bolsonaro, desde que as eleições sejam "limpas".
A declaração veio um dia depois de Figueiredo atribuir ao uso do ChatGPT erros nas cartas divulgadas por Flávio nos Estados Unidos. Segundo ele, Eduardo Bolsonaro pediu à ferramenta que inserisse o brasão, e a inteligência artificial também recuperou trecho de uma versão anterior do texto.
Contexto
Flávio deixou o país na terça-feira (27), com a mulher e as duas filhas adolescentes, por afirmar sentir-se ameaçado por possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes dele minutos depois de o TSE declarar o resultado da eleição, e Moraes autorizou a medida e proibiu o senador de sair do país. A PF apura como ele deixou o território nacional.
Nas cartas divulgadas por Flávio, ele afirmou não reconhecer o resultado da eleição e disse que o pleito foi fraudado, sem apresentar provas. O resultado foi proclamado pelo TSE em 25 de outubro.
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