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ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro recebeu muito mais doações privadas que Lula, mostram dados do TSE

Levantamentos com dados oficiais apontam R$ 20 milhões a R$ 26 milhões em doações para Flávio e cerca de R$ 755 mil a R$ 772 mil para Lula. Os valores variam conforme o critério e podem mudar até 25 de outubro.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Flávio Bolsonaro recebeu muito mais doações privadas que Lula, mostram dados do TSE
Foto: Reprodução

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultados nesta terça-feira (20) mostram que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, recebeu muito mais doações privadas que o presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), na campanha do segundo turno. Os totais variam conforme o critério de cada levantamento.

Os valores

Em um levantamento, que desconta repasses de diretórios partidários e usa dados do sistema do TSE atualizados até 16 de outubro, Flávio soma cerca de R$ 20 milhões e Lula, cerca de R$ 755 mil. Em outro, feito com dados baixados do site do tribunal na terça-feira, Flávio aparece com mais de R$ 26 milhões em doações privadas e Lula, com pouco mais de R$ 772 mil.

Maiores doadores

Entre os doadores de Flávio, o maior é o empresário mato-grossense Eloi Vitorino Marchett, ligado à soja e à pecuária, com R$ 2 milhões em duas doações. Nelson José Vigolo, do Grupo Bom Jesus Agropecuária, doou R$ 1,1 milhão. Alexandre Grendene Bartelle, presidente da Grendene, e Angela Cristina Cattozatto Fortunato, esposa de executivo do Grupo OCQ, doaram R$ 1 milhão cada.

Na campanha de Lula, a maior parte dos recursos vem de financiamento coletivo, pouco mais de R$ 1 milhão somando os dois turnos, segundo um dos levantamentos. O empresário do biodiesel Erasmo Carlos Battistella doou R$ 500 mil ao petista e o mesmo valor a Flávio.

Recursos dos partidos

Quando se somam os repasses de diretórios partidários, a campanha de Lula recebeu R$ 30.755.512,04, e a de Flávio, R$ 20.301.765,47, segundo o levantamento que usa o critério mais amplo. As doações representam quase 30% dos recursos da campanha de Flávio e menos de 3% dos de Lula, que depende principalmente do Fundo Eleitoral.

As campanhas podem receber novas doações e atualizar a prestação de contas até 25 de outubro, dia do segundo turno.

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