Flávio Bolsonaro diz que quem vota em Lula "está votando em Alexandre de Moraes"
Em ato na Avenida Paulista, o candidato do PL à Presidência ligou o voto em Lula ao ministro do STF e prometeu indicar cinco ministros ao Supremo se for eleito. A frase voltou a circular nas redes às vésperas do primeiro turno.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou que "quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes". A declaração foi feita em 7 de setembro, durante discurso no ato organizado pela campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. O mote do evento era "Fora, Lula. Fora, Moraes". Às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4), trechos do discurso voltaram a circular nas redes sociais.
No mesmo discurso, Flávio disse que não vai permitir que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, indique "mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal". Ele chamou o ministro de "laranja podre" e afirmou: "Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes". Em outro momento, declarou que o "consórcio de Lula com Moraes vai acabar".
O candidato também prometeu indicar cinco ministros ao Supremo caso seja eleito. "Vou indicar cinco ministros para o STF, porque o Alexandre de Moraes vai cair", disse. Segundo ele, os escolhidos seriam pessoas contrárias ao aborto, às drogas e à ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição e não persigam adversários políticos.
A frase de Flávio se apoia em uma regra da Constituição: cabe ao presidente da República indicar os ministros do STF, e cada nome precisa ser aprovado pelo Senado. O tribunal tem 11 cadeiras, e novas vagas surgem por aposentadoria, que é obrigatória aos 75 anos, por renúncia ou por morte. Por isso, quem vencer a eleição terá influência direta sobre a composição futura da Corte.
Segundo a CNN Brasil, três ministros atingem a idade da aposentadoria compulsória até 2031: Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Na data do ato, havia ainda a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, sem ocupante desde que o Senado rejeitou, em abril, a indicação de Jorge Messias feita por Lula. Somadas, são quatro cadeiras, o número citado pelo candidato.
O ato na Paulista também teve falas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do deputado Nikolas Ferreira, do pastor Silas Malafaia, da deputada Bia Kicis e do prefeito Ricardo Nunes. O monitor de manifestações da USP estimou o público em cerca de 28,5 mil pessoas.
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31/10/2026






