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ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro diz que presidente do TSE "não sabe do que está falando" ao validar a eleição

Em entrevista ao Washington Post, o senador contestou Kassio Nunes Marques, que reconheceu a vitória de Lula, e voltou a falar em fraude, sem apresentar provas.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Flávio Bolsonaro diz que presidente do TSE "não sabe do que está falando" ao validar a eleição
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post publicada neste sábado (7), que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, "não sabe do que está falando" ao dizer que as eleições foram regulares e ao reconhecer a vitória do presidente Lula (PT).

O que disse o senador

"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando", declarou Flávio. Ele acrescentou: "Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude". O senador não apresentou provas de irregularidades na votação.

Flávio foi derrotado no segundo turno, realizado em 25 de outubro, por uma diferença de 4,4 milhões de votos. Depois do resultado, chegou a anunciar que pediria a anulação da eleição, mas recuou. A estratégia passou a se concentrar em uma ação judicial que questiona supostos abusos de poder político e econômico na campanha petista.

A posição do TSE

Nunes Marques comunicou o resultado por telefone a Lula e a Flávio na noite do segundo turno. Em nota de 28 de outubro, afirmou que as eleições transcorreram dentro da "mais absoluta normalidade" e em respeito à Constituição, e que eventuais questionamentos apresentados pelos meios legais seriam analisados pela Justiça Eleitoral. O TSE não identificou irregularidades capazes de comprometer o resultado. O ministro foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.

Situação do senador

Flávio está nos Estados Unidos, depois de deixar o Brasil descumprindo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar os passaportes. Ao jornal, disse que um dos motivos da viagem foi poder sustentar a tese de fraude sem medo de ser preso. Sobre o futuro, afirmou que "ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão definitiva" e que precisa regularizar sua situação imigratória. Segundo o Post, uma fonte da área de segurança brasileira, sob anonimato, disse que a polícia investiga se uma rede de agentes estrangeiros ajudou o senador a sair do país. Flávio recusou-se a detalhar a rota: "Nunca vou falar sobre o caminho que fiz".

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