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ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos, mas condiciona a Lula a quebra de dados de Marcola, Instituto Lula e cartão corporativo de Janja

O candidato do PL apresentou ao TSE autorização para abrir os próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, em resposta ao desafio de Lula, e listou condições ao adversário. A campanha de Lula já havia condicionado a própria abertura à de Flávio.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos, mas condiciona a Lula a quebra de dados de Marcola, Instituto Lula e cartão corporativo de Janja
Foto: Reprodução

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, apresentou nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para abrir os próprios sigilos, em resposta ao desafio feito pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio, porém, impôs condições ao adversário.

O que Flávio autorizou

No documento, o senador autoriza a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo os familiares mencionados por Lula e quatro empresas das quais é sócio ou administrador. Ele também afirma não se opor à divulgação de todas as mensagens que trocou com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

As condições

Flávio afirma que a liberação dos dados de Lula seria insuficiente, porque, segundo ele, informações relevantes sobre patrimônio e relações financeiras estariam em nome de familiares, assessores e terceiros. Por isso, exige a abertura de dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos dos filhos do presidente, de empresas ligadas a eles, do Instituto Lula e de pessoas próximas, desde 2003.

Pede ainda a quebra dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e de outros auxiliares que teriam usado telefones em nome de Lula. Também solicita registros de reuniões de Lula com Vorcaro, entradas do banqueiro no Planalto e na Alvorada, informações sobre voos de aeronave ligada a ele e a abertura dos sigilos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Durante agenda em Guarulhos, na Grande São Paulo, Flávio disse que abre o sigilo do telefone, mas que Marcola precisa abrir o dele. Também afirmou que Lula deve liberar os dados do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.

O desafio de Lula

Na terça-feira (20), Lula havia apresentado ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento que autoriza a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, entre eles Janja e o filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, desde que Flávio faça o mesmo. Os dados abrangeriam os últimos oito anos, com ampla divulgação à população.

A proposta foi anunciada por Lula no debate da TV Bandeirantes, no domingo (18). A expectativa é que o pedido seja reafirmado no debate de sexta-feira (23), na TV Globo. As pesquisas mostram um segundo turno acirrado. Não houve manifestação da campanha de Lula sobre as condições nos textos consultados.

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