Fazenda dá garantia do Tesouro a novo empréstimo de R$ 7 bilhões dos Correios
O Ministério da Fazenda autorizou garantia da União ao crédito de R$ 7 bilhões contratado com quatro bancos privados, em decisão publicada no Diário Oficial.

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional ao novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28). Com a garantia, caso a estatal não pague, caberá à União honrar a dívida.
Condições do crédito
A operação foi negociada com quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan. O custo equivale a 114,26% do CDI, taxa de referência que acompanha de perto a Selic. O prazo é de 15 anos, com três anos de carência antes do início do pagamento de juros e da amortização.
Técnicos da Fazenda esperavam que o dinheiro fosse liberado ainda nesta semana, passada a eleição. Em ofício à Fazenda, os Correios afirmam que a contratação está alinhada ao plano de reestruturação e que a oferta dos quatro bancos foi a alternativa mais vantajosa, considerando custo financeiro, prazo, estrutura de amortização e aderência às necessidades da empresa.
Plano de reestruturação
O empréstimo integra o plano de reestruturação financeira da estatal para 2025 a 2027, que previa originalmente a captação de até R$ 20 bilhões em crédito. No fim de 2025, a empresa já havia contratado R$ 12 bilhões, em operação com garantia do Tesouro feita com cinco bancos públicos e privados. Esses recursos serviram para normalizar o fluxo financeiro, quitar obrigações em atraso e recuperar a credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.
Além do crédito, o plano prevê redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis. Entre as medidas estão programa de demissão voluntária, renegociação de contratos e passivos, mudanças no plano de saúde dos funcionários e fechamento de parte das agências. A meta é voltar a registrar lucro no fim de 2027.
Prejuízos seguidos
Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo desde 2021. No primeiro semestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 5,55 bilhões, alta de 30,36% sobre os R$ 4,26 bilhões do mesmo período de 2025.
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31/10/2026






