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CASO ELYNE

Familiares da médica Elyne Nogueira protestam em frente ao hospital onde está internado o procurador suspeito de mandar matá-la no Acre

Parentes e amigos da médica morta a tiros em Brasiléia fizeram ato no Pronto-Socorro de Rio Branco e pediram que o suspeito de ser o mandante seja julgado no Acre. A Polícia Civil diz que o executor confessou o crime e apontou o procurador como mandante.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Familiares da médica Elyne Nogueira protestam em frente ao hospital onde está internado o procurador suspeito de mandar matá-la no Acre
Foto: Reprodução

Familiares e amigos da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, protestaram na tarde desta sexta-feira (6) em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde está internado o procurador municipal de Brasiléia Francisco Valadares Neto, apontado pela Polícia Civil como mandante do crime. Elyne foi morta a tiros em um bar de Brasiléia, no interior do Acre, na segunda-feira (2).

O protesto

Com cartazes e faixas, os manifestantes pediram que o caso não fique impune e questionaram uma possível transferência do suspeito para outro estado para continuar o tratamento. "Se ele sair daqui do estado, vai ser feita a justiça? Esse é o nosso grito. É isso que a gente quer, que ele seja julgado e sentenciado", disse uma parente da vítima no ato.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Acre informou que não há solicitação formal nem procedimento em andamento para transferir o paciente a São Paulo por meio de Tratamento Fora de Domicílio. A pasta afirmou ainda que respeita o direito de manifestação pacífica e que dados clínicos são tratados apenas pelos canais apropriados.

O que diz a investigação

Segundo a Polícia Civil, Lucivaldo Lopes de Souza, suspeito de ter atirado na médica, foi preso na noite de quinta-feira (5), em uma área rural de Epitaciolândia, cidade vizinha a Brasiléia. Em depoimento nesta sexta, ele confessou o crime e disse que agiu a mando de Francisco Valadares Neto.

De acordo com o delegado Alex Dany, o executor receberia R$ 10 mil, dos quais R$ 2 mil foram pagos como adiantamento. A polícia recuperou R$ 700 desse valor, em sete cédulas de R$ 100. O delegado afirmou que o pagamento total envolveria R$ 40 mil e que outras pessoas, que teriam intermediado o contato entre o suposto mandante e o executor, também são investigadas.

A polícia diz ainda que encontrou pesquisas sobre a morte de Elyne e uma carta na casa do procurador. A médica tinha medida protetiva contra ele. Segundo uma prima da vítima, os dois saíram para jantar uma vez, em meados de julho, quando começaram as perseguições e as ameaças, e Elyne decidiu se afastar.

A defesa de Francisco Valadares Neto não foi localizada pela reportagem até a publicação. O procurador segue internado, e as investigações continuam.

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