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Fachin muda regra do STF para barrar pedidos direcionados a ministros escolhidos pelas partes

Resolução assinada pelo presidente do Supremo na sexta-feira (2) cria uma triagem prévia para petições de terceiros em processos que já estão em andamento.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Fachin muda regra do STF para barrar pedidos direcionados a ministros escolhidos pelas partes
Foto: Ministério da Notícia

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assinou na sexta-feira (2) uma resolução que muda o caminho dos pedidos apresentados por terceiros em processos que já tramitam na Corte. O objetivo declarado é impedir que advogados e partes escolham, na prática, qual ministro vai decidir o caso.

A medida chega depois de dois episódios recentes em que pedidos novos foram encaixados em ações antigas, sob relatoria de ministros específicos, e acabaram decididos por eles.

O que muda

Pela nova regra, toda petição de terceiro apresentada em um processo em andamento passa antes por uma análise dos setores de processamento inicial, da secretaria judiciária e da presidência do STF.

Essa triagem vai verificar se o pedido tem relação direta com a ação em que foi protocolado. Se não tiver, a petição deixa de ir automaticamente para o relator daquele processo e é distribuída normalmente entre os ministros, como qualquer ação nova.

O texto da resolução é direto sobre o momento da análise: "A petição de terceiro não será juntada aos autos antes da triagem prevista neste artigo, a cargo da presidência, mediante análise da secretaria judiciária".

Os casos que motivaram a mudança

O primeiro episódio envolveu uma publicação do humorista Antonio Tabet no X sobre Nossa Senhora Aparecida. O conteúdo havia sido retirado do ar por decisão do ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral. Em 27 de agosto, o ministro Flávio Dino restabeleceu a postagem ao analisar um pedido apresentado dentro de uma ação que já estava sob sua relatoria e que tratava originalmente de outro tema.

Em seguida, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) contestou a decisão de Dino. O pedido foi apresentado ao ministro Luiz Fux, relator de outro processo já em curso no Supremo, que suspendeu a decisão de Dino.

Os dois movimentos levantaram questionamentos sobre o uso de processos antigos como porta de entrada para pedidos que, em tese, deveriam passar por sorteio.

Próximos passos

A resolução vale para petições apresentadas a partir de agora. Até a publicação desta reportagem, os ministros citados nos episódios não haviam comentado publicamente a mudança.

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