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ELEIÇÕES 2026

Canal Exército do Lula chega a 10 milhões de seguidores no WhatsApp a dois dias do segundo turno

Canal administrado pelo deputado André Janones alcançou a marca na tarde desta sexta-feira (23). O grupo foi alvo de decisões conflitantes no TSE nas últimas semanas.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Canal Exército do Lula chega a 10 milhões de seguidores no WhatsApp a dois dias do segundo turno
Foto: Reprodução

O canal "Exército do Lula", no WhatsApp, chegou a 10 milhões de seguidores na tarde desta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A marca foi registrada por volta das 17h45, no horário de Brasília. O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Como o canal é usado

Janones utiliza o espaço para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, distribuir mensagens, vídeos e orientações e coordenar ações de engajamento nas redes sociais. As convocações incluem compartilhamento de vídeos, produção de memes, pesquisas no Google e publicação de hashtags no X.

Na tarde desta sexta, o deputado informou que faltavam 300 mil seguidores às 16h13 e 130 mil às 17h15, e pediu que os integrantes continuassem convidando outras pessoas. Ele também incentivou o uso das hashtags #ExercitoDoLulaVenceuMaisUma e #HojeTemShowDoLula.

Ritmo de crescimento

O canal tinha 6 milhões de seguidores às 20h19 de terça-feira (20). Na manhã seguinte, às 9h59, registrava 7.065.098, um crescimento superior a 1 milhão em 13 horas e 40 minutos. Na ocasião, Janones definiu metas sucessivas e pediu que cada integrante convidasse outras pessoas.

No domingo (18), durante o debate presidencial da Band, o deputado convocou os integrantes a pesquisar termos negativos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula no segundo turno, no Google. Na terça (20), o grupo participou de uma disputa de hashtags no X com apoiadores de Flávio.

Decisões no TSE

O canal ganhou tração depois de ser alvo de uma sequência de decisões conflitantes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 13 de outubro, o presidente da Corte, Nunes Marques, determinou a suspensão do canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, sob o argumento de que ele não havia sido registrado na Justiça Eleitoral como vinculado à campanha de Lula.

Nesta sexta, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou que Nunes Marques se abstenha de ordenar administrativamente nova suspensão. Na decisão, Floriano afirmou que a Presidência do TSE não tem competência administrativa para suspender canais de comunicação de pessoas físicas. Ele fixou multa diária de R$ 50 mil para a Meta, responsável pelo WhatsApp, caso descumpra a decisão. A liminar vale até o julgamento do mandado de segurança ou de decisão do Plenário.

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