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Sete ex-ministros da Saúde e Padilha lançam manifesto sobre riscos ao SUS em eventual governo de Flávio Bolsonaro

O documento cita a condução da pandemia no governo de Jair Bolsonaro e alerta para ameaças ao sistema público de saúde se o senador vencer o segundo turno.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Sete ex-ministros da Saúde e Padilha lançam manifesto sobre riscos ao SUS em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Sete ex-ministros da Saúde dos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Lula (PT) e o atual ministro, Alexandre Padilha, lançaram nesta terça-feira (20) um manifesto sobre os riscos que o Sistema Único de Saúde (SUS) correria caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial. O segundo turno ocorre no domingo (25), contra o presidente Lula.

O que diz o documento

O texto cita a condução da pandemia de Covid-19 pela gestão de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que os signatários descrevem como marcada por negacionismo científico. Também lembra que, durante aquele governo, dois médicos que comandavam o Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, foram substituídos por um general do Exército, Eduardo Pazuello.

"Nós, que já ocupamos o honroso cargo de ministro da Saúde, sabemos o que custa manter o SUS funcionando. Na pandemia, todos nós vimos o altíssimo custo de negar saúde à população. O conhecimento científico deu lugar à obediência cega. Foi muito difícil ver vacinas negadas com o simples argumento 'um manda e o outro obedece.' Desmandos que continuaram até o fim do governo Bolsonaro", diz um trecho.

O manifesto afirma ainda: "O resultado foi que perdemos mais de 700 mil pessoas. Medidas de prevenção foram alvo de ataques e zombaria. Pessoas deixadas para morrer sem oxigênio. Quem chorou a perda de parentes e amigos foi chamado de 'maricas'".

Quem assina

Assinam o documento os ex-ministros Nísia Trindade (2023 a 2025), Gilberto Occhi (2018), Marcelo Castro (2015 a 2016), Arthur Chioro (2014 a 2015), José Agenor (2006 a 2007), Saraiva Felipe (2005 a 2006) e Humberto Costa (2003 a 2005), além de Alexandre Padilha, atual chefe da pasta.

As críticas são dos signatários, ligados a governos de diferentes partidos, e não de órgão oficial. O material consultado não traz manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o texto.

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