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ELEIÇÕES 2026

Entregadores de aplicativo fazem motociata em apoio a Lula no centro de São Paulo

Motoboys e entregadores percorreram a região central da capital paulista na manhã desta quarta-feira (21) em apoio à reeleição de Lula, a quatro dias do segundo turno. Organizadores cobram valor mínimo por corrida.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Entregadores de aplicativo fazem motociata em apoio a Lula no centro de São Paulo
Foto: Reprodução

Motoboys e entregadores a serviço de empresas de aplicativo realizaram na manhã desta quarta-feira (21) uma motociata em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), em São Paulo. O ato ocorreu a quatro dias do segundo turno, marcado para o domingo (25), e também teve caráter contrário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Percurso e organização

A concentração foi na praça Charles Miller, no Pacaembu, na zona oeste. O grupo passou pelas avenidas Pacaembu, Heitor Penteado e Paulista, desceu a rua Augusta e terminou na praça Roosevelt, na região central. O ato foi organizado por movimentos como o Vida Além do Trabalho e o Trabalhadores Sem Direitos.

Segundo um dos líderes, JR Freitas, a manifestação foi a primeira motociata convocada por trabalhadores de esquerda em São Paulo. O termo passou a ser associado, nas eleições de 2018 e 2022, a atos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Freitas foi o primeiro suplente de deputado estadual do PSOL nesta eleição, com 22.589 votos. Ele afirmou que a mobilização faz parte de uma articulação nacional de motociclistas e entregadores, com eventos previstos em outras capitais, como Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Reivindicações

Entre as principais demandas da categoria, segundo Freitas, estão a garantia de um valor mínimo de R$ 10 por corrida e de R$ 2,50 por quilômetro rodado. Ele disse que, depois do segundo turno, os trabalhadores pretendem pressionar o presidente para que projetos de interesse da categoria sejam votados no Congresso.

O líder também criticou a proposta de negociação direta entre trabalhadores e empresas defendida por Flávio Bolsonaro. Para ele, o modelo não atende à categoria, que, de acordo com seu relato, não consegue contato com as empresas nem ter as demandas atendidas. Freitas admitiu que os entregadores estiveram afastados de partidos de esquerda nos últimos anos por defenderem a atividade como empreendedor individual, e disse que a categoria não quer se encaixar no modelo tradicional da CLT, mas quer garantir direitos.

Ele ironizou ainda a visita de Flávio, na noite do dia 13, ao Espaço Motoboy, mantido pela prefeitura da capital. O candidato levou pizzas, esfirras e refrigerantes aos trabalhadores, acompanhado do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o ato até a publicação desta matéria.

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