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CONCESSÃO DA ENEL

Enel apresenta alegações finais contra caducidade de concessão na Aneel

Concessionária afirma ter melhorado indicadores e aponta tratamento desigual em processo de extinção de contrato na região metropolitana de São Paulo.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Enel apresenta alegações finais contra caducidade de concessão na Aneel

Equipe da Enel trabalha em serviço na via.

A Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo apresentou nesta quarta-feira suas alegações finais no processo que recomenda a caducidade do contrato de concessão da empresa. O procedimento foi aberto em abril pela Agência Nacional de Energia Elétrica para avaliar falhas no restabelecimento do fornecimento de luz após tempestades entre 2023 e 2025. De acordo com o órgão regulador, a distribuidora manteve desempenho insatisfatório e abaixo da média do setor durante eventos climáticos extremos. Os apagões prolongados nesses períodos atingiram milhões de consumidores em vinte e quatro municípios da região metropolitana paulista.

Nas manifestações entregues ao órgão regulador, a concessionária argumenta que outras empresas do setor enfrentaram falhas semelhantes no mesmo intervalo, mas não enfrentam processos de extinção contratual. A companhia também aponta que dados atualizados até junho de 2026 demonstram avanço de noventa por cento na redução de interrupções superiores a um dia. Além disso, a defesa menciona um crescimento de setenta e três por cento nos aportes financeiros e de trinta e um por cento na força de trabalho dedicada à distribuição de eletricidade.

Defesa aponta cerceamento e pede revisão

A empresa sustenta ainda que sofreu cerceamento de defesa durante os procedimentos administrativos conduzidos pela agência federal. Segundo a distribuidora, a etapa atual foi iniciada antes do julgamento de um recurso pendente que pedia a realização de uma perícia técnica independente. A defesa conclui que os elementos reunidos no processo não justificam a medida extrema para garantir a prestação do serviço público na área atendida.

A companhia destaca que os indicadores que medem o tempo de atendimento das ocorrências registraram evolução material e que foram adotadas medidas estruturais para ampliar a resiliência do sistema elétrico. Com o encerramento da fase de manifestações da empresa, a diretoria da agência reguladora deverá analisar o caso e votar a recomendação de extinção do contrato de atendimento.

A palavra final sobre a caducidade da concessão caberá ao Ministério de Minas e Energia após a conclusão da deliberação na autarquia federal.

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