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FLÁVIO BOLSONARO

Empresa dona do jato usado por Flávio Bolsonaro aparece em investigação de propinas no governo Milei

A Baires Fly, proprietária da aeronave que levou o senador a Miami, é citada em apuração argentina sobre fraude na compra de medicamentos. A empresa não respondeu aos contatos.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Empresa dona do jato usado por Flávio Bolsonaro aparece em investigação de propinas no governo Milei
Foto: Reprodução

A empresa Baires Fly S.A., dona do avião usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na viagem aos Estados Unidos, aparece em investigação argentina sobre propinas e fraude na compra de medicamentos e materiais médicos no governo de Javier Milei. A reportagem tentou contato com a empresa pelos canais informados no site oficial e não obteve retorno. O texto consultado não aponta irregularidade por parte do senador.

O caso na Argentina

A apuração, iniciada em 2025, tornou-se um dos principais escândalos do governo argentino. Entre 2023 e outubro de 2025, um grupo teria atuado na Agência Nacional de Deficiência (Andis) para fraudar compras públicas com sobrepreço, direcionar contratos e distribuir propinas. Uma rede de farmácias e intermediários teria acesso a informações privilegiadas de funcionários do órgão e devolvia parte dos ganhos em propinas.

O então chefe da Andis, Diego Spagnuolo, é apontado como chefe de organização criminosa. Ele foi demitido em agosto de 2025, após a divulgação de áudios nos quais citava propina e Karina Milei, irmã do presidente. Pelo menos outras 18 pessoas são investigadas, e ainda não houve condenações.

O papel da Baires Fly

Segundo a investigação, a Baires Fly teria sido usada por pelo menos cinco redes de farmácia e saúde para receber o dinheiro de propina e convertê-lo em créditos para serviços de aviação oferecidos pela empresa de táxi aéreo. Essas cinco empresas teriam transferido o equivalente a cerca de R$ 3,5 milhões desde 2023, e o objetivo seria dar aparência de legalidade a recursos ilícitos.

A menção à empresa apareceu em conversas do empresário Sergio Mastropietro. A Procuradoria investiga a relação dele com a Baires, que está formalmente em nome do empresário Luis Grande. Não há, nos textos consultados, manifestação da empresa nem da defesa de Flávio Bolsonaro sobre o tema.

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