Em sabatina no Jornal Nacional, Lula diz ser favorável a reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos, mas fora da PEC da Segurança
O candidato do PT disse que a PEC deve ser aprovada antes e que o tema seja discutido depois. Flávio Bolsonaro ironizou a mudança de postura do PT.

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na quinta-feira (15), em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, que é favorável a reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas que o tema não deve entrar na PEC da Segurança Pública. "Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso", afirmou, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.
O impasse no Senado
A PEC da Segurança, que originalmente não trata de idade penal, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e levada ao plenário. Segundo a BBC News Brasil, duas emendas disputam o tema. A ligada à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propõe reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra e permitir responsabilização a partir dos 14 anos em crimes graves. A articulada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE), propõe a redução para 16 anos apenas em crimes hediondos. Sem acordo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tirou a PEC da pauta, e a votação pode ficar para depois das eleições.
A reação de Flávio
Flávio Bolsonaro ironizou a posição do PT. Segundo a BBC, ele disse que "tinha que ter eleição toda semana, um dia a pessoa se converte". A reportagem lembra que o PT sempre se posicionou contra a redução da maioridade penal, e que Lula passou a defender recentemente a responsabilização de adolescentes a partir dos 16 anos em crimes hediondos.
Outros temas da sabatina
Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados e disse que, depois dela, poderá criar o Ministério da Segurança Pública. Também defendeu o aumento do Bolsa Família e afirmou que a forma de fazer a economia crescer não é cortar gastos com os mais pobres.
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31/10/2026






