Eleições de 2026 elegem 109 deputadas e levam bancada feminina da Câmara a recorde
A Câmara passa de 90 para 109 mulheres, mesmo com 24% menos candidatas. No Senado serão 18 senadoras na próxima legislatura. É a maior bancada feminina da história da Câmara.

As eleições de 2026 formaram a maior bancada feminina da história da Câmara dos Deputados. Na Câmara dos Deputados, o número de mulheres passa de 90 para 109, alta de 21%, a partir de 1º de fevereiro de 2027. No Senado, as 12 mulheres eleitas entre as 54 vagas em disputa elevam a bancada para 18 senadoras na próxima legislatura.
Câmara: 109 de 513 cadeiras
As 109 deputadas federais representam cerca de 21% dos 513 integrantes da Casa. A federação formada por PT, PCdoB e PV elegeu o maior grupo, com 34 das 109 parlamentares.
São Paulo lidera, com 16 deputadas federais eleitas, seguido por Minas Gerais, com 11, e Rio de Janeiro, com 10.
Mais eleitas, menos candidatas
O resultado ocorreu apesar da queda no número de candidatas. Em 2022, 3.317 mulheres disputaram uma vaga de deputada federal. Em 2026 foram 2.820, redução de 24%.
Senado: 18 de 81
Com as 12 eleitas, as mulheres passam a ocupar 18 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a 22,2%. O Distrito Federal passa a ser a única unidade da federação com três senadoras ao mesmo tempo. O Piauí segue como o único estado que nunca elegeu uma mulher para a Casa.
Mulheres negras
Entre as deputadas, ao menos 15 mulheres negras foram eleitas, aumento de 66,6% em relação a 2022, quando eram nove. O avanço não se repetiu no Senado: nenhuma das 12 senadoras eleitas em 2026 é mulher negra.
Das 54 cadeiras renovadas, 12 serão ocupadas por mulheres, o que corresponde a 22,2% das vagas em disputa.
Proporção ainda é baixa
Apesar do recorde em números absolutos, as mulheres continuam sendo cerca de um quinto dos parlamentares em cada Casa: 21% na Câmara e 22,2% no Senado. Entre as candidatas a deputada federal, o recuo de 3.317 para 2.820 mostra que o aumento de eleitas não veio de mais candidaturas.
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31/10/2026






