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Durigan rebate "Vira Pix" de Flávio Bolsonaro e diz que devolução de impostos já está na reforma tributária

O ministro da Fazenda afirmou que o cashback para famílias de baixa renda já é lei e começa em 2027. Ele questionou a falta de detalhes da proposta do candidato do PL.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Durigan rebate "Vira Pix" de Flávio Bolsonaro e diz que devolução de impostos já está na reforma tributária
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicou nesta quarta-feira (21) um vídeo na rede social X em que responde à proposta do "Vira Pix", apresentada pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Durigan afirmou que a ideia já existe e integra a reforma tributária, que passa a valer em 2027.

A proposta de Flávio

O "Vira Pix" devolveria, por meio do Pix, parte dos valores pagos pelos brasileiros em contas de luz, prestações e taxas, em parceria com a Caixa Econômica Federal. A campanha não detalhou quais pagamentos seriam contemplados, os percentuais de devolução, o prazo de implementação nem o custo da medida.

O que diz o ministro

No vídeo, Durigan disse que, a partir de janeiro do próximo ano, o governo federal fará um Pix na conta das famílias de renda mais baixa, devolvendo parte dos impostos pagos nas compras do dia a dia. Segundo ele, o mecanismo é um cashback, que "nada mais é do que devolver o dinheiro", e já é lei.

O cashback da reforma tributária entra em vigor em janeiro de 2027 e contempla famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico (Cadastro Único).

Durigan afirmou ainda que Flávio Bolsonaro é contra a reforma tributária e quer adiar a isenção da cesta básica, o desconto nas contas do dia a dia e o Pix para as famílias de baixa renda. Para o ministro, o candidato falou de uma devolução pelo Pix na véspera da eleição "como se fosse uma grande novidade". Ele questionou: "De quanto é essa devolução? Quem recebe? De onde sai o dinheiro? Isso ninguém explicou".

Posição do candidato sobre a reforma

Flávio defende mudanças na reforma tributária aprovada no governo Lula. O coordenador-geral da campanha, Rogério Marinho (PL), já defendeu suspender por um ano a implementação do novo sistema para rever alguns pontos. Entre os pontos que Flávio diz pretender revisar, caso vença o segundo turno, estão a alíquota do IVA, o período de transição, os benefícios fiscais a determinados setores, o split payment, o imposto seletivo e os custos dos fundos criados pela reforma.

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