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MERCADO

Dólar fecha a R$ 5,44 e tem a maior alta semanal desde 2008

A moeda americana subiu 1,09% nesta sexta-feira (30), no maior valor de fechamento de 2026, e acumulou alta de 9,15% na semana. O Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Dólar fecha a R$ 5,44 e tem a maior alta semanal desde 2008

Dólar sobe 9% pós-eleição, maior alta semanal desde 2008, e Bolsa cai 18%

Foto: Reprodução

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (30) em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, o maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos. Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou valorização de 9,15%, a maior desde outubro de 2008, em plena crise financeira internacional. Em outubro, a alta foi de 5,27%, e no ano a moeda acumula valorização de 0,81%.

Bolsa

O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, o quinto pregão consecutivo de baixa. Na semana, o índice acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% no início da pandemia de covid-19.

O que pesou

O mercado brasileiro reagiu à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às incertezas sobre a política fiscal. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas para as contas públicas manteve os investidores atentos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Parte da volatilidade na primeira metade do pregão esteve ligada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e usada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. Houve ainda procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2).

Cenário externo

No exterior, a moeda americana voltou a subir frente a moedas de países emergentes, num dia de turbulência ligada a empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Os juros futuros também dispararam: a taxa do contrato de DI com vencimento em janeiro de 2031 passou de 12,64%, na sexta-feira anterior (23), para 15,3%, alta de 2,66 pontos percentuais. A Bolsa chegou a 200 mil pontos neste mês, patamar histórico, antes da queda.

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