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MERCADO

Dólar dispara 12,52% e chega a R$ 5,60 após a reeleição de Lula; Morgan Stanley vê moeda até R$ 6,00 em cenário adverso

A moeda norte-americana abriu a segunda-feira em forte alta, a R$ 5,605 às 9h30. O Morgan Stanley projeta queda de 20% a 30% da Bolsa e dólar entre R$ 5,50 e R$ 5,70.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Dólar dispara 12,52% e chega a R$ 5,60 após a reeleição de Lula; Morgan Stanley vê moeda até R$ 6,00 em cenário adverso
Foto: Reprodução

O dólar disparou 12,52% na manhã desta segunda-feira (26) e chegou a ser negociado a R$ 5,605, às 9h30 (horário de Brasília). O mercado reagiu à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu no domingo (25) o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

O movimento da moeda

Na sexta-feira (23), o dólar havia caído 0,90% e fechado a R$ 4,993. Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro, 48,21%.

O que prevê o Morgan Stanley

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco Morgan Stanley afirma que o mercado precisará reprecificar um cenário em que mudanças relevantes na condução da política econômica se tornam menos prováveis. Segundo os estrategistas, a principal preocupação passa a ser a trajetória das contas públicas, por causa dos compromissos assumidos durante o ciclo eleitoral, da rigidez do orçamento e da desaceleração da atividade.

Para o câmbio, o banco prevê desvalorização gradual do real. Em um primeiro momento, espera que o dólar teste a faixa de R$ 5,50, podendo avançar para R$ 5,60 ou R$ 5,70 conforme os investidores incorporem um prêmio de risco fiscal maior. Em um cenário mais adverso, no qual o mercado passe a enxergar risco de dominância fiscal, a moeda poderia chegar a R$ 6,00. Os analistas observam ainda que fatores sazonais tradicionalmente negativos para o real em novembro e dezembro podem intensificar o movimento.

Bolsa, juros e crédito

Para a renda variável, o relatório vê o Ibovespa podendo recuar para cerca de 130 mil pontos até meados de 2027 em um cenário de deterioração fiscal contínua, o que representaria queda de 20% a 30% frente aos níveis recentes. O banco avalia, porém, que os lucros agregados das empresas devem permanecer relativamente resilientes por causa do peso de exportadoras e bancos no índice.

O que pesa daqui para frente

Segundo o banco, a escolha do próximo ministro da Fazenda e os sinais sobre um eventual ajuste fiscal serão decisivos para o comportamento dos mercados nas próximas semanas. O relatório também cita que o novo Congresso terá perfil mais inclinado ao centro e à centro-direita, o que pode dificultar a aprovação de medidas estruturais.

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