Dólar abre em leve queda, a R$ 5,39, um dia após a maior alta diária desde 1999
A moeda recuou 0,06% na abertura desta terça, depois de subir 8,21% na véspera. Mercado cobra sinais fiscais do governo e espera decisão de juros nos EUA.

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (27) em queda de 0,06% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3992. A moeda americana vem de um dia de forte pressão: na segunda-feira (26), subiu 8,21% e fechou a R$ 5,4027, a maior alta diária desde 1999.
Bolsa
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciava as negociações às 10h. Na véspera, caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, o pior resultado desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19.
O que move o mercado
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, com 51,78% dos votos válidos contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL), com quase 100% das urnas apuradas, segue no centro das atenções. A maioria das pesquisas das últimas semanas apontava vantagem de Flávio Bolsonaro, o que surpreendeu parte dos investidores.
Investidores e empresários cobram novos sinais de ajuste fiscal do governo. O temor é de piora das condições financeiras, com crédito mais caro e possível nova alta da Selic caso o dólar pressione a inflação. Para Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o foco será a condução da política fiscal: segundo ele, a trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes.
Cenário externo
No exterior, as atenções se voltam à decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), prevista para quarta-feira (28). Segundo dados do CME Group, a maior parte do mercado espera manutenção das taxas. A eleição em Israel e o preço do petróleo também estão no radar. Perto das 9h15, o Brent, referência internacional, caía 0,80%, a US$ 114,88 o barril, e o WTI recuava 0,70%, a US$ 101,05.
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31/10/2026






