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Dívida bruta do governo geral fica em 82,9% do PIB em setembro, o maior nível desde 2021

O Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo Geral ficou estável em 82,9% do PIB em setembro, o maior patamar desde março de 2021. Em valores nominais, o saldo chegou a R$ 11,114 trilhões.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Dívida bruta do governo geral fica em 82,9% do PIB em setembro, o maior nível desde 2021
Foto: Reprodução

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ficou estável em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o mesmo nível de agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central. É o maior patamar desde março de 2021, quando o indicador estava em 85,1% do PIB, em meio à pandemia de covid-19.

Valores e comparação

Em valores nominais, a DBGG passou de R$ 11,055 trilhões para R$ 11,114 trilhões. O indicador abrange o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, e não inclui o Banco Central nem as empresas estatais. É uma das referências usadas por agências de classificação de risco para avaliar a capacidade de pagamento do país.

Em dezembro de 2022, antes do início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta estava em 71,7% do PIB. Desde então, o indicador subiu 11,2 pontos percentuais.

Dívida líquida e conceito do FMI

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta as reservas internacionais do país, aumentou de 69,3% do PIB em agosto para 70,0% em setembro. Em reais, chegou a R$ 9,379 trilhões.

Pelo conceito usado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG subiu de 94,5% do PIB em agosto para 95,2% em setembro.

Resultado primário do mês

O Banco Central também informou que o setor público consolidado, que reúne governo central, estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobras), teve déficit primário de R$ 5,497 bilhões em setembro. Em agosto, o déficit havia sido de R$ 10,012 bilhões, e em setembro de 2025, de R$ 17,452 bilhões. Foi o melhor resultado para um mês de setembro desde 2022.

O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) registrou superávit primário de R$ 3,469 bilhões. Estados e municípios tiveram resultado negativo de R$ 5,573 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$ 3,393 bilhões.

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