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ELEIÇÕES 2026

Dino manda PF abrir inquérito sobre suposta interferência estrangeira nas eleições

O ministro do STF Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue suposto financiamento estrangeiro à campanha de Flávio Bolsonaro e possível manipulação de algoritmos de redes sociais. O senador nega irregularidade.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Dino manda PF abrir inquérito sobre suposta interferência estrangeira nas eleições
Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026.

O que será investigado

A decisão cita o grupo conservador norte-americano Rockbridge Network, que, segundo o ministro, teria "participado de tratativas voltadas à obtenção de apoio financeiro" para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Essas tratativas teriam sido intermediadas pelos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang.

A PF deverá verificar se houve fornecimento efetivo de recursos, financeiros ou humanos, "ou outras vantagens economicamente aferíveis", à campanha. A Constituição proíbe partidos políticos de receberem recursos de entidade ou governo estrangeiros.

O inquérito também deve apurar se houve veiculação remunerada, por perfis sediados no exterior, de conteúdos favoráveis a Flávio sobre as eleições, sem identificação de quem pagou nem dos valores. Dino quer saber quem contratou as publicações, qual a origem do dinheiro e se a campanha participou ou tinha conhecimento.

Algoritmos e minerais críticos

Outro ponto da decisão é a suspeita de uso intencional de algoritmos de plataformas digitais para favorecer ou prejudicar candidaturas. O ministro também pediu esclarecimento sobre um possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse econômico de agentes estrangeiros em terras raras e minerais críticos do Brasil.

Na decisão, Dino afirmou que os fatos "apontam para a intensificação dos indícios de ingerência estrangeira no processo eleitoral" e escreveu que não se admite interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro em assuntos submetidos à soberania da República.

Posição do senador

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade. Não houve, até a publicação desta matéria, manifestação de Tallis Gomes, Pedro Sang ou do grupo Rockbridge Network sobre a decisão.

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