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ECONOMIA

Desemprego cai a 5,2% no trimestre até setembro, e país tem recorde de 103,6 milhões de ocupados

A taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, a menor para um terceiro trimestre da série do IBGE iniciada em 2012. A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Desemprego cai a 5,2% no trimestre até setembro, e país tem recorde de 103,6 milhões de ocupados
Foto: Reprodução

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE. É a menor taxa já registrada para um terceiro trimestre desde o início da série, em 2012.

Comparação com períodos anteriores

No trimestre encerrado em junho, o desemprego era de 5,4%. Um ano antes, no trimestre até setembro de 2025, estava em 5,6%. O resultado veio em linha com a mediana das projeções de analistas, que tinham estimativas de até 5,3%. A mínima absoluta da série segue sendo 5,1%, registrada no trimestre encerrado em dezembro de 2025.

A população desocupada caiu para 5,6 milhões de pessoas, o que representa 234 mil a menos que no trimestre anterior (queda de 4%) e 417 mil a menos que um ano antes (queda de 6,9%).

Ocupação e renda

A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior patamar da série. O número aumentou 0,6% (581 mil pessoas) sobre o trimestre anterior e 1,2% (1,2 milhão de pessoas) sobre o mesmo período de 2025. O nível de ocupação, proporção de ocupados entre as pessoas em idade de trabalhar, chegou a 59%, também recorde.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.790, alta de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de renda real habitual somou R$ 387,5 bilhões, alta de 4,7% na mesma comparação.

Perfil do avanço

O crescimento da ocupação no trimestre se concentrou na construção, que incorporou 210 mil trabalhadores (alta de 2,8%). O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou estável em 39,4 milhões. A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, ante 37,4% no trimestre anterior, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. O número de empregadores subiu 4,3% e chegou a 4,5 milhões, e o setor público alcançou 13,2 milhões de empregados, sem variação relevante no trimestre.

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