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Deputados do PT pedem a Moraes a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e alerta vermelho da Interpol

Os parlamentares citam o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e o risco de fuga. Aliados da família dizem que o senador deixou o país, mas a saída não foi confirmada oficialmente.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Deputados do PT pedem a Moraes a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e alerta vermelho da Interpol
Foto: Reprodução

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) e a deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) pediram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Se o mandado for expedido, solicitam também a inclusão do nome dele no alerta vermelho da Interpol.

O que dizem os autores

O pedido aponta o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes, cujo prazo terminou às 11h desta terça, e o risco de fuga. O documento afirma que o senador estava proibido de deixar o país e que seus advogados e aliados não conseguiam localizá-lo. Os parlamentares pedem que a defesa informe o paradeiro de Flávio e que a Procuradoria-Geral da República se manifeste com urgência. Pedem ainda cooperação da Argentina para obter registros de passageiros e identificar quem contratou o jato citado em notícias que embasam a petição.

A petição menciona duas investigações por suspeitas de lavagem de dinheiro: uma sobre o financiamento do filme "Dark Horse", ligado ao caso Banco Master, e outra sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, também investigado no caso do INSS.

O que se sabe sobre o paradeiro

A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático do senador ao meio-dia e vai comunicar o descumprimento ao gabinete de Moraes. Integrantes da defesa relataram que haviam combinado de receber os documentos pela manhã, mas não conseguiram contato com Flávio.

Aliados próximos da família disseram nesta tarde que o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, em saída iniciada na madrugada e motivada, segundo eles, pelo medo de prisão. A rota utilizada não foi confirmada. O Ministério da Segurança da Argentina negou ter registro de entrada ou de pedido de entrada dele no território argentino, e a PF apura se houve saída do país.

Na segunda-feira (26), o senador afirmou que nunca pensou em deixar o Brasil e que entregaria os passaportes. Ele nega irregularidades nas investigações.

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