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CASO FLÁVIO BOLSONARO

Deputada argentina denuncia na Justiça a entrada de Flávio Bolsonaro no país

Marcela Pagano pede apuração da passagem do senador por Puerto Iguazú e do voo particular até Guayaquil. O governo argentino diz que não havia impedimento migratório.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Deputada argentina denuncia na Justiça a entrada de Flávio Bolsonaro no país
Foto: Reprodução

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou nesta quarta-feira (28) uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú para investigar a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina e a viagem dele em um avião particular. A parlamentar anunciou a iniciativa na rede social X.

O que a deputada pede

Pagano afirma que Flávio estava proibido de deixar o Brasil por ordem judicial e questiona as circunstâncias da passagem. "Se entrou, alguém o deixou entrar. Se tentaram tirá-lo por um aeroporto federal, alguém olhou para o outro lado", escreveu. Ela pediu a preservação das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado, e a investigação de possíveis crimes ligados ao trânsito de pessoas e ao descumprimento de deveres de funcionários públicos. Pagano foi eleita em 2023 pela coalizão do presidente Javier Milei, rompeu com a bancada governista em agosto de 2025 e atua de forma independente.

Versão do governo argentino

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio, a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. Segundo o órgão, o grupo apresentou documentos válidos e não tinha impedimentos migratórios. Cerca de 40 minutos depois, os quatro embarcaram em um voo particular com destino declarado a Guayaquil, no Equador. O destino final não foi confirmado oficialmente.

Contexto no Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal e o proibia de deixar o país, em investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro que envolve também o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades. Os passaportes foram cancelados pelas autoridades brasileiras depois de o prazo de entrega não ser cumprido. Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou que Flávio e a família receberiam vistos.

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