Democratas do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA criticam vistos concedidos a Flávio Bolsonaro e à família
O grupo democrata do comitê comparou a medida às restrições a quem foge de guerras no Sudão e no Haiti. O Departamento de Estado confirmou os vistos na terça-feira (27), e Donald Trump disse que aprovaria a ida do senador.

Os democratas do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticaram nesta quarta-feira (28) a decisão do governo de Donald Trump de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a seus familiares.
O que disseram os democratas
Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou a medida às restrições impostas a pessoas que buscam proteção contra conflitos no Sudão e no Haiti. "Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim", afirmou o comitê.
O deputado democrata Joaquin Castro escreveu na rede Threads: "Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo". Ele acrescentou que "o governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em desacordo com a legislação brasileira".
Vistos e posição de Trump
O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou na terça-feira (27) que emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada deles no país. O anúncio ocorreu depois da derrota do senador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, no domingo, em que o petista teve 51,8% dos votos, contra 48,2% do adversário.
Nesta quarta, Trump disse que aprova a ida do senador aos Estados Unidos. "Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível", afirmou o presidente americano.
Saída do Brasil
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira, em desacordo com ordem judicial que o impedia de sair do país por causa de investigação sobre lavagem de dinheiro, que envolve também o amigo e advogado Willer Tomaz. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o senador, a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça pela ponte que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú e, cerca de 40 minutos depois, embarcaram em voo particular para Guayaquil, no Equador.
Não houve manifestação da defesa do senador sobre as críticas no material apurado.
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