No primeiro debate do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger e divergem sobre segurança e economia
No confronto direto, Lula disse que a lobista é "um problema da Polícia Federal", e Flávio prometeu classificar PCC, CV e milícias como organizações narcoterroristas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações neste domingo (18) no primeiro debate do segundo turno, promovido pela Band, em São Paulo. O encontro começou por volta das 20h15, com 15 minutos de atraso, a uma semana da votação de 25 de outubro. Este texto reúne os primeiros blocos, e o debate seguia em andamento.
Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger
Flávio questionou Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na véspera, a lobista disse em entrevista que Lulinha participou de reuniões com ministros e que pretende propor delação premiada. Ela não apresentou provas de envolvimento do presidente ou do filho em crimes. Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que Lula desconhece os fatos relatados.
Lula respondeu que Roberta Luchsinger "é uma questão da Polícia Federal que vai investigar" e perguntou a Flávio por que ele mantém "o escritório com o Careca", em referência ao Careca do INSS. Sobre o filho, disse: "Eu não sou um pai que protege o filho como você foi protegido pelo seu pai". Acrescentou: "Se tiver investigação, se tiver problema, será investigado. Seja meu filho, seja meu irmão, qualquer um". Quando Flávio perguntou por que Lulinha estaria na Espanha, Lula respondeu que o filho "não se esconde" e prestará depoimento se for convocado, e rebateu que Eduardo Bolsonaro está foragido nos Estados Unidos.
Segurança pública
Flávio disse que, se eleito, vai declarar "guerra ao narcoterrorismo" e classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas, proposta que consta do plano de governo dele. Prometeu "recuperar cada território" tomado por facções e citou penas de até 80 anos para líderes.
Lula afirmou que a segurança é responsabilidade dos estados pela Constituição e que a PEC da Segurança Pública, se aprovada pelo Senado, ampliará a atuação da União e permitirá criar o Ministério da Segurança Pública. Citou a Lei Antifacção, sancionada em março, e criticou Flávio por não apoiar a PEC.
Economia
Lula defendeu estimular o crescimento pela circulação de renda e pelos pequenos negócios e disse que o país está perto de recuperar o grau de investimento. Flávio atribuiu ao PT a alta dos preços dos alimentos e prometeu trabalhar para reduzir os juros e controlar os gastos do governo.
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31/10/2026






