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ELEIÇÕES 2026

Cury diz que prepara mandado de segurança para adiar eleição em uma semana

Em ato com cerca de 30 apoiadores em frente ao STF, o candidato do Avante afirmou que estuda pedir o adiamento do primeiro turno, marcado para domingo (4), mas disse que ainda não decidiu se vai protocolar a ação. Até a manhã deste sábado (3), não havia registro de pedido apresentado.

Redação MNPolítica4 min de leitura
Cury diz que prepara mandado de segurança para adiar eleição em uma semana
Foto: Ministério da Notícia

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (2) que chamou advogados para preparar um mandado de segurança com o objetivo de adiar em uma semana o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4). A declaração foi dada em um ato com cerca de 30 apoiadores em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O próprio candidato disse, no mesmo discurso, que a ação ainda não havia sido apresentada e que não sabia se seria. Até a manhã deste sábado (3), não havia registro público de pedido protocolado pela campanha.

"Estou tão decepcionado com as instituições brasileiras que, por alguns momentos, chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições por mais uma semana", disse Cury. Em seguida, completou: "Não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandato e não sei se o faremos". A fala foi registrada pelo Money Times e confirmada por outros veículos, como o Correio Braziliense e a CNN Brasil.

O motivo alegado

Segundo a CNN Brasil, Cury atribuiu a ideia ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo, que estava previsto para quinta-feira (1º). O candidato afirmou que a falta do encontro prejudicou a campanha dele, porque seria uma chance de apresentar propostas a eleitores que ainda não o conhecem. Ele citou uma pesquisa do Instituto Eurásia segundo a qual apenas 40% dos eleitores sabem que ele é candidato e estimou que o debate poderia levá-lo a mais 20% a 30% do eleitorado. Para Cury, isso seria "fundamental para que elas pudessem decidir no dia 4 de outubro".

O Ministério da Notícia já informou que a Globo desistiu do debate após decisões da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do ministro Gilmar Mendes, do STF, sobre a inclusão do candidato Renan Santos. Cury classificou as decisões do STF e do TSE como "interferência na liberdade de imprensa", de acordo com a CNN Brasil. Segundo o Poder360, ele foi à Praça dos Três Poderes no dia do próprio aniversário e disse que queria conversar com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre o que chamou de insegurança jurídica.

Voto útil, segundo turno e ausências

No mesmo ato, Cury criticou candidatos que pedem voto útil aos eleitores. "É uma vergonha, até uma ditadura, o que alguns candidatos estão fazendo pedindo voto útil", afirmou. Segundo ele, esse tipo de apelo "tolhe, asfixia o direito de cada cidadão no dia 4 de outubro decidir em quem vai votar". O candidato também disse que não vai apoiar ninguém em eventual segundo turno.

Cury criticou ainda Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de fugir do debate da Globo. O candidato do Avante se apresentou como alguém disposto a participar dos confrontos entre presidenciáveis. Lula e Flávio lideram as pesquisas de intenção de voto.

O que diz a lei e a posição nas pesquisas

A data da eleição presidencial está fixada na Constituição Federal. O artigo 77 determina que o primeiro turno ocorra no primeiro domingo de outubro, o que neste ano corresponde ao dia 4. Segundo o portal DOL, a Justiça Eleitoral não tem histórico de aceitar pedidos desse tipo tão perto da votação. Até a publicação desta reportagem, o TSE e o STF não haviam se manifestado sobre a declaração do candidato.

O colunista Diego Amorim, do site PlatôBR, avaliou que a fala foi um desabafo de Cury e escreveu que o mandado de segurança não será apresentado. Na pesquisa Datafolha feita de 28 de setembro a 1º de outubro, com 2.506 entrevistas e margem de erro de 2 pontos percentuais, Cury aparece com 4% das intenções de voto. Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro, 38%, seguidos por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), com 3% cada. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-08039/2026.

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