Corregedor do TSE proíbe Nikolas Ferreira e Pablo Marçal de repostar conteúdos já vetados e barra impulsionamento pago
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, fixou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento e determinou que Meta e X impeçam o impulsionamento pago das contas dos dois até o dia 25.

O Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta segunda-feira (19) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal (PRTB) não divulguem novamente conteúdos cuja remoção já foi ordenada pela Justiça Eleitoral. A decisão é do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que fixou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
O que foi decidido
A proximidade do segundo turno justifica impedir novas publicações, segundo a decisão. Os materiais derrubados envolvem postagens com trechos editados de um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para lhe atribuir postura preconceituosa em relação a garis, a descontextualização de uma fala sobre prevenção do câncer de próstata e montagens com a frase "Lula anticristão".
O ministro também mandou que Meta e X não deem tratamento privilegiado às contas de Nikolas e Marçal na distribuição de conteúdo político-eleitoral, seja por ajustes de ranqueamento, listas de tratamento especial ou ampliação de alcance por assinaturas pagas. As plataformas devem impedir o impulsionamento pago das postagens dos dois até 25 de outubro, data da votação, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A circulação orgânica, sem promoção paga, continua permitida. As empresas têm 24 horas para prestar esclarecimentos.
Na decisão, Cueva escreveu que Nikolas e Marçal não são candidatos no segundo turno e, por isso, não têm legitimidade para contratar impulsionamento de propaganda eleitoral em benefício de candidatura alheia.
A ação da campanha de Lula
A ordem foi assinada em uma ação movida pela coligação de Lula contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e aliados, por suposto uso indevido dos meios de comunicação social. A campanha sustenta que Nikolas e Marçal seriam os principais difusores digitais da candidatura de Flávio fora dos perfis oficiais e que continuariam a publicar conteúdos já declarados falsos pelo TSE.
No mesmo despacho, o corregedor recebeu uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio, Nikolas e Marçal e deu cinco dias para que se manifestem. Cueva negou a suspensão geral da monetização das contas e registrou que a decisão não reconhece irregularidade nem responsabilidade dos dois pelas publicações. Os textos consultados não trazem manifestação de Nikolas Ferreira, Pablo Marçal ou da campanha de Flávio Bolsonaro sobre a decisão.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






